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19/01/2018 / Campo de 11

Esqueça a chatice e curta Neymar

Chato esse negócio de criar definições para tudo. Momentos, sensações, objetos, pessoas que fogem às palavras  para uma simples definição. Muitas vezes a sensação é de que somente não há uma definição para aquilo. Talvez, aliás, sejam raras as coisas neste mundo que não recebam um rótulo com palavras por meio de suas características. Essas coisas, raras, são especiais. Como Neymar. Ouse achar uma definição para Neymar. Não terás esta alegria, porque ele simplesmente não pode ser definido com palavras.

Muito mais vale assistir Neymar, admirá-lo. Jogando, sorrindo, simpatizando nas entrevistas e aparições públicas. Neymar é uma mistura de povos. Carrega na alma a felicidade típica de um brasileiro nato, mas impressiona e encanta pela facilidade com a qual conquista japoneses, espanhóis, africanos, norte-americanos. Com e sem a bola, dentro e fora de campo. Do futebol moleque ao sorriso alegre do garoto que ganhou a vida fazendo o que mais ama, um universo de emoções. Neymar ri, chora, grita, reclama. Neymar erra. E erra muito. Mas sem deixar de ser craque em todos os sentidos que a palavra merece.

No futebol, Neymar é uma espécie nova. Tem a leveza típica de um meia-extremo jovem brasileiro, mas a inteligência de um veterano europeu para tomar decisões. A personalidade de grandes jogadores e a frieza normal entre os gênios. Sabe a hora de acelerar, a hora de acalmar, a hora de concluir, a hora de esperar. Sabe, acima de tudo, a hora de vencer. E vence como poucos. Adversários, marcações individuais, táticas especiais. Vence a perseguição de quem quer vê-lo cair. Vence a pressão de ser quem ele sempre quis ser. Neymar.

Craque, craque, craque. Muito craque.

E sem precisar ser, Neymar consegue ser um cara carismático, humilde, do bem. Não por seus gols, dribles e todo o festival que consegue fazer em um campo de futebol semanalmente. Mas por possuir uma essência rara nos dias modernos: a busca intensa pela felicidade.  Não que faça de tudo e passe por cima de todos para alcança-la. Mas no sentido de viver por isso. Viver e morrer pela sua e pela felicidade de quem o faz bem. De quem o faz feliz. Por isso, leva os amigos para trabalhar em sua empresa, para morar contigo em Barcelona. Por isso, faz de tudo para ter o filho por perto e aproveitar a vida ao máximo. Evitando excessos, mas também o marasmo que deve ser uma vida sem curtição.

 

 

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