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14/03/2017 / Boleiragem Tática

Com inversões frequentes, Mirassol vai bem pelos flancos

Uma das sensações do interior neste início de temporada no futebol brasileiro, o Mirassol tem como ponto forte as jogadas pelos flancos. Organizado no 4-2-3-1, o time é muito ofensivo e trabalha bastante com transições em velocidade, à base de passes rápidos, quase sempre buscando as pontas. Para isso, laterais com muito ímpeto ofensivo e que sobem juntos, alargando o campo no segundo e terceiro terço.

Juntamente com os extremos, os laterais buscam jogadas em velocidade para achar o fundo e buscar a invasão da área pelos cantos. Quando há dificuldade em um lado, a alternativa é mecânica: a inversão de lado da jogada com viradas de jogo precisas. O lateral oposto é quase sempre o alvo. Nas outras vezes, quando eventualmente está se posicionando por dentro, o meia-extremo busca o posicionamento aberto para receber a virada de jogo. Para facilitar esse processo, o time joga com meias com os pés trocados: Rodolfo, canhoto, na direita, e Welinton Junior, destro, na esquerda.

Por dentro, o experiente Xuxa tem a função de flutuar entre as linhas rivais e buscar espaços para passes verticais e infiltrações. O meia, no entanto, tem pouca mobilidade e velocidade, dificultando  as jogadas que furam a defesa por dentro, apesar da boa capacidade de finalizações de média e longa distância. Por isso, o próprio Xuxa acaba buscando as pontas também, criando os triângulos com os laterais e extremos.

O time costuma jogar com um atacante de referência que não é centroavante de ofício. Normalmente é Zé Roberto, ex-Bahia, que faz esse papel. Meia atacante de origem, ele dá mais mobilidade e cria espaços às costas dos laterais e zagueiros rivais, atuando praticamente como falso-nove. Zé Raphael, do Coritiba, é outro que pode fazer a função e vem sendo usado com frequência. Recuando, eles criam espaço para Xuxa infiltrar e os extremos buscarem mais as incursões em diagonal para invadir a área. Ainda assim, as melhores jogadas do time acontecem pelos flancos.

Sem a bola, o time usa a marcação zonal, com encaixes pontuais dependendo da transição do adversário. Um defeito é a falta de intensidade dos extremos na marcação. Contra times que usam laterais mais incisivos, o Mirassol costuma ter problemas. Os dois volantes, por não serem tão altos, sofrem um pouco também na disputa da primeira bola de lançamentos longos ou tiros de meta do adversário. E a zaga, sem Edson Silva, perde muito em segurança e acaba ficando mais exposta.

 

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