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13/02/2017 / Boleiragem Tática

As melhores facetas do novo São Paulo de Ceni

O São Paulo de Rogério Ceni já mostra ao mundo o que pode alcançar. Com modelo de jogo bem definido, equilíbrio entre os setores e uma busca incessante por intensidade, as notícias para a torcida são-paulina são bem animadoras. Montado no 4-3-2-1, o time valoriza a posse de bola sem perder a verticalização desde os primeiros passes, lá atrás, com Maicon e Rodrigo Caio.

spceni

A saída de bola, aliás, vem se caracterizando como um dos trunfos dessa equipe. Sidão é um goleiro que se notabilizou por usar e abusar do jogo com os pés – treinado e incentivado por Fernando Diniz, nos tempos de Audax. A bola dificilmente sai pelo alto. Normalmente, os zagueiros abrem o posicionamento, “empurram” os laterais e João Schmidt, o volante de ótimo passe e dono de uma das melhores tomadas de decisões do time, aprofunda sem posicionamento entre os dois defensores, criando uma linha de três para facilitar a saída.

Mais à frente, alinhados, Thiago Mendes e Cícero entendem a importância da movimentação para a bola circular. Com dinâmica, buscam linhas de passe e contam, ainda, com a proximidade dos meias e laterais. Opções de passes curtos e verticais não faltam para fazer o jogo fluir. E se o adversário sobe a pressão na bola, paciência para rodar a bola ou inverter o lado da jogada. Para isso, fundamental ter volantes com boa técnica e agilidade no jogo de cintura.

A grande peça do time, no entanto, aparece a partir do segundo terço de campo. Cueva é intenso, habilidoso, veloz e inteligente. Tem uma facilidade absurda para se desmarcar e receber o passe vertical dos zagueiros ou volantes. Ele é quem, normalmente, quebra as linhas e acelera a verticalização do jogo. Seja se inserindo pelo meio, abrindo corredor para Junior Tavares e se aproximando de Thiago Mendes e Luiz Araújo, seja pela ponta, buscando o 1 x 1 contra o lateral-direito.

Cueva é a capacidade de improviso do time. O criador de jogadas improváveis, o cara que muda o ritmo da transição e surpreende o adversário. Na goleada sobre a Ponte, aproveitou os deslocamentos de Gilberto e cansou de deixar o atacante na cara do gol, quebrando as linhas de defesa do adversário. Com rapidez, cria e aparece para finalizar. Não à toa é um dos melhores jogadores em atividade no Brasil.

Do outro lado, Ceni aposta em Luiz Araújo. Garoto de grande potencial, sabe buscar a linha de fundo e tem como diferencial o drible em velocidade. Com muita marcação no peruano, é ótima válvula de escape, sobretudo em inversões de jogo e passes em velocidade. Tem feito boa parceria com Bruno.

Com novas e interessantes facetas, o São Paulo de Ceni começa a engrenar seguindo seu modelo de jogo: valorização da posse de bola, circulação da mesma e movimentação sem deixar de ser vertical. A proximidade dos jogadores, sobretudo a partir do segundo terço de campo, facilita os passes curtos em busca da infiltração ou da situação de 1 x 1. É um time a se observar e admirar em um futuro breve.

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