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09/02/2017 / Boleiragem Tática

Análise de jogo: Colo-Colo 1 x 1 Botafogo

Dizem que na Libertadores é preciso saber sofrer. O Botafogo soube. Mesmo levando um gol c0ntra logo aos 2 minutos de jogo, a equipe comandada por Jair Ventura não abriu mão de sua estratégia inicial para ter o timing certo do jogo. Mesmo após levar o gol, não se desorganizou e manteve a compactação característica de seu treinador. Com Montillo e Pimpão à frente, João Paulo à esquerda e Bruno Silva à direita, Aírton e Lindoso eram os dois volantes do 4-4-2 flat alvinegro.

E é verdade que o Colo-Colo dominou os primeiros minutos. No seu habitual 3-4-2-1, com alas bem espetados, a bola rodava com facilidade entre os meias e alas chilenos. Muita amplitude e profundidade, além dos passes curtos valorizando a posse de bola que faz do time uma das forças do futebol local. Bola longa só para inverter o lado da jogada, buscando a situação do 1 x 1 ideal para quem pressiona o adversário com o apoio da torcida.

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Sem a bola, o time de Jair Ventura esbanjava organização. Os meias-extremos fechavam as linhas de passe em diagonal e pressionavam os alas quando esses tinham a bola. No miolo central, Aírton e Lindoso também fechavam os espaços  e não davam muitos espaços.E, assim, o Bota isolava o perigo e, aos poucos, saía para o jogo.

Não demorou para Bruno Silva começar a procurar ultrapassagens pelo lado direito e, enfim, se posicionar como um meia-direito, sempre atento às subidas de Véjar. João Paulo buscava mais verticalização pela esquerda, até para segurar mais Figueroa. E cabia a Montillo recuar como meia-armador para fazer com que o time tivesse alguma construção de jogo. Quando o time chileno subia as linhas, o jeito era usar e abusar das bolas longas, para fugir da pressão. Pimpão, como pivô, é um ótimo atacante de beirada. E o time sofreu um pouco mais…

Na volta do intervalo, o Botafogo voltou bem. Novamente configurando o 4-2-3-1, João Paulo começou a buscar mais a parte central do último terço do campo, abrindo corredor para Victor Luís subir. Esbanjando força física e ótimas decisões de passe, Victor Luís se transformou em um dos melhores em campo.

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A entrada de Guilherme no lugar de Aírton deu mais amplitude ao time pela esquerda. Logo depois, foi a vez de Roger, fazendo com que o time ganhasse profundidade e um pivô para ajudar na transição ofensiva. Ademais, Pimpão voltaria para seu habitat natural, a ponta-direita, mantendo o 4-2-3-1, agora com Bruno Silva mais recuado, como volante.

Foi justamente em uma jogada que começou com Guilherme no lado forte do time no jogo, passou pela finalização de Roger e terminou com o rebote atento de Pimpão que o Botafogo empatou o jogo e se classificou.

Méritos para todo o time, que soube sofrer, se entregar e lutar pelo empate. Méritos para Jair, que organizou o sistema defensivo esperando um time de panorama e, mesmo diante de outro completamente diferente, não teve pressa para atropelar o timing certo das substituições.

 

 

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