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03/07/2013 / Campo de 11

Defesa sólida, lançamentos longos e movimentação: as virtudes do 3-5-2 do Olimpia

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Tradição, experiência, força da camisa e a vantagem de dois gols conquistada no primeiro jogo das semifinais fazem do Olimpia quase um virtual finalista. Mas é preciso chamar a atenção para as virtudes táticas do time paraguaio para resumir a boa participação da equipe na Taça Libertadores.

Ciente de suas limitações técnicas, o técnico Éver Almeida achou uma forma de aliar força e segurança na defesa com eficiência ofensiva. Tanto é que os paraguaios marcaram 23 gols e sofreram apenas 10 em 11 jogos disputados no torneio.

No 2 a 0 em casa sobre o Santa Fe nesta terça, o Olimpia manteve o seu costumeiro 3-4–1-2 como esquema tático. Com a bola, muita movimentação no meio-campo e muitos lançamentos longos para as referências Salgueiro e Bareiro. Sem a bola, um verdadeiro ferrolho atrás da linha do meio de campo.

Vale chamar a atenção para a movimentação dos alas no sistema defensivo. Quando a jogada é pela ponta, o ala do lado oposto à jogada fecha e forma uma linha de quatro com os três zagueiros. Quando acontece a roubada de bola, ambos partem em disparada para o campo de ataque, esperando sempre a ligação direta dos zagueiros ou volantes.

Giménez, que joga um pouco mais adiantado no meio de campo, gosta de cair pela esquerda. Mas quando Bareiro ou Salgueiro abrem pela ponta-canhota, o camisa 4 centraliza para tentar fazer a enfiada de bola a quem entra em diagonal para dentro da área.

Hoje, com a expulsão do camisa 10, o time passou a jogar no 3-4-2, sobretudo após a entrada do centroavante Ferreyra. Assim, o Olimpia passou a abusar das ligações diretas para seus dois “postes” atacantes. Melhor ainda que os dois sabem sair da área e pegar a segunda bola para preparar jogadas.

Para o jogo de volta, em Bogotá, é bem provável que Éver Almeida mande a campo um time retrancado. Os contra-ataques serão uma arma óbvia. E é esperado que o time volte a forçar muito os lançamentos longos para suas referências ofensivas, como o Atlético de Cuca faz com Jô.

A estratégia é interessante pois tira o perigo da defesa e empurra o time para o ataque. No Olimpia, ela funciona bem porque os atacantes se saem bem pelas disputas no alto e a transição ofensiva ocorre de forma veloz. Em questão de segundos, já tem 4,5 jogadores prontos para serem acionados no campo de ataque.

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