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20/06/2013 / Campo de 11

A importância de Luiz Gustavo e o perigo de só ter jogo pelos lados

Muita gente pede uma dupla de volantes com jogadores mais ofensivos. Felipão nunca gostou. Sempre preferiu ter, ao menos, um volante mais marcador, que protegesse mais à zaga. É por isso que Hernanes, mesmo agradando muito o treinador, perdeu a vaga para Luiz Gustavo. Algo bem coerente, levando-se em conta a filosofia de trabalho de Scolari.

Além de proteger mais a ótima defesa brasileira, Luiz Gustavo é um jogador inteligente taticamente. Marca e se posiciona bem, dificilmente deixa jogarem às suas costas, e tem qualidade no primeiro passe. Nas duas primeiras partidas do Brasil na Copa das Confederações, atuou bem. Só pecou um pouco no excesso de faltas. Nada demais.

No entanto, a grande contribuição do volante para a Seleção é na saída de bola. No atual contexto do futebol mundial, em que a saída de bola passou a ser marcada com muito mais pressão, é fundamental não errar. E como acertar com suas principais válvulas de escape marcadas? Virou rotina ver Paulinho sob pressão sempre para receber o primeiro passe e os laterais bem vigiados.

É aí que Luiz Gustavo entra em cena. Para não fazer Thiago Silva e David Luiz darem chutões, o volante do Bayern aprofunda posicionamento – não vira terceiro zagueiro, é um movimento natural do primeiro volante clássico – para liberar mais os laterais e ganhar numericamente da marcação. Contra o Japão e México, que marcam os dois zagueiros com o centroavante e o meia centralizado, isso funcionou muito bem.

Assim, ficam 3 contra 2 e a saída de bola acontece. Normalmente pelos lados, o que pode ser um problema para a Seleção. Hoje, é muito fácil trabalhar o jogo pela esquerda. Também pela direita.Porque os dois laterais sabem jogar, tanto por fora quanto por dentro, fazendo a diagonal. O problema é quando o adversário rouba a bola. O contra-ataque sempre é perigoso, porque só tem 3 atrás para defender.

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Na primeira imagem, o problema e a movimentação. Na segunda, a solução. Japão e México atuam no mesmo esquema e marcam com a mesma configuração.

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Falta ao Brasil, hoje, mais jogadas por dentro. Paulinho tem aparecido nas arrancadas, mas pouco na saída de bola e nos toques rápidos que facilitam a transição ofensiva. Hoje, Oscar sumiu do jogo. Não pode. Neymar pode não resolver sempre, assim como os laterais e Hulk. Só ter jogadas pelos flancos pode custar bem caro ao Brasil.

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