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14/05/2013 / Boleiragem Tática

Com 4-3-3 móvel, Arsenal passa mais confiança e se aproxima da Champions

A dúvida que assombrou os torcedores em boa parte da temporada já está quase virando certeza: hoje, o Arsenal pode ser um time competitivo e maduro em nível continental. Pelo menos é o que o time vem provando nos últimos jogos. Depois de golear o Wigan hoje, no Emirates Stadium, a equipe de Arsène Wenger depende apenas de uma vitória na última rodada para chegar à Champions do ano que vem.

No entanto, se não quiser passar por maus bocados diante do Newcastle, fora de casa, é fundamental que os gunners repitam a bela atuação de hoje. No 4-3-3 mais móvel do time na temporada, o ataque rende da melhor maneira possível, abrindo espaços para o meio criar e fazer a bola chegar redonda. Sem ela, o time se fecha de forma compacta à espera de um contra-golpe.
Com Walcott de um lado e Cazorla de outro, a arte de contra-atacar é muito bem explorada por Wenger. Até porque o triângulo que forma o meio é composto por três passadores natos, ótimos em fazer a saída de bola e em puxar contra-ataques.
Mas é com a posse de bola que o time tem se destacado mais. Sem uma referência fixa há jogos, o ataque troca constantemente de posição entre si, confundindo as defesas rivais e abrindo espaços para os volante-meias que chegam com facilidade à intermediária rival.
Podolski é quem deveria ser o definidor de jogadas, a referência do time na frente. Mas é comum ver ele buscando espaços na ponta-esquerda, às costas do lateral-direito do oponente. Com isso, Cazorla tem liberdade e espaço para entrar em diagonal e clarear o jogo. Walcott, espetado na ponta-direita, faz bem a diagonal, mas se destaca ainda mais forçando a linha de fundo. Pelo seu lado, acelera o jogo e dá a intensidade que muitas vezes falta ao time com bola.
Mais atrás, Arteta fica mais preso para liberar Rosicky e Ramsey. Este último principalmente. O jovem galês chega, inclusive, a trocar de posição com Cazorla em alguns momentos, em mais uma tentativa de dinamizar o sistema de jogo e confundir a marcação. Os dois são os responsáveis por ditar o ritmo do time: cadenciar na hora certa e acelerar no melhor momento para a equipe. Contra times mais fechados, se juntam aos wingers e formam uma linha de quatro que valoriza a posse de bola até achar uma infiltração.
Taticamente, um time móvel é, de fato, um adversário e tanto a ser batido. Mas é impossível não chamar a atenção para a fase de alguns jogadores. Walcott está voando, Ramsey jogando muito, Rosicky enfim conseguiu emplacar boa sequência, Podolski cada vez mais importante. E ainda tem Cazorla, o melhor em campo hoje, o melhor do time na temporada. O cara que pensa, cria e decide.
Pelo visto, finalmente o Arsenal chega perto de ter um time com maturidade para brigar por títulos e alçar vôos mais ousados.
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