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08/05/2013 / Campo de 11

Exercício de imaginação: como jogaria o time dos sonhos da ‘Era Ferguson’

O 4-4-2 ideal da passagem gloriosa de Ferguson pelo United

Depois de 27 anos à frente do Manchester United, 908 jogos e incríveis 38 títulos, Alex Ferguson anunciou na manhã de hoje que não é mais o treinador do clube. O homem que revolucionou um dos maiores clubes do mundo ganhou tudo que podia, revelou jogadores incríveis e montou esquadrões praticamente imbatíveis. Como forma de homenageá-lo, este que vos escreve montou uma seleção dos melhores jogadores da ‘Era Ferguson’ .

Antes de mais nada, algumas pré-definições: o esquema tático não poderia ser outro, senão o 4-4-2, historicamente tradicional no clube de Old Trafford. O estilo de jogo pode variar: equilibrado, como no fim dos anos 80, rápido como no fim da década de 90 ou intenso como nos anos 2000.

Agora, a explicação da escolha de cada jogador:

Goleiro: Peter Schmeichel

Para alguém ocupar a posição que muitos dariam a Van der Sar, pela carreira monstruosa que ele construiu no Manchester United, esse cara precisa ter agarrado demais. E agarrou. O que o dinamarquês fazia de milagre era algo absurdo. Tinha todos os fundamentos básicos de um goleiro e ainda servia como um líder dentro e fora de campo. Ganhou todos os títulos que podia e fez uma grande parceria com Ferguson.

Lateral-direita: Gary Neville

Ninguém jogou mais na posição, em todos os sentidos, do que Gary Neville. Por vinte anos, Alex Ferguson não precisou se preocupar com o segundo nome da sua escalação. Com equilíbrio, o histórico lateral sabia como poucos a hora certa de subir e como marcar os wingers canhotos.

Terceiro-zagueiro: Rio Ferdinand

Esqueça as lesões e as raras falhas em momentos decisivos. Rio Ferdinand esteve no auge por anos. Formou grandes duplas de zaga com qualquer um que jogasse do seu lado. Fez Vidic crescer e se tornar um dos melhores zagueiros do mundo quando jogou junto com ele. Líder dentro de campo, capitão exemplar, zagueiro com qualidade para marcar, passar, atacar. Inspirado, anulava qualquer atacante.

Quarto-zagueiro: Jaap Stam

Nem seria preciso citar suas qualidades para escalá-lo nesta seleção. Só a sua temporada de 1998-99 seria suficiente. Um monstro. Sempre seguro, com desarmes incríveis e um jogo aéreo perfeito. Foi o melhor zagueiro do mundo em 99, ano em que o United conquistou a tríplice coroa: Premier League, Copa da Inglaterra e Uefa Champions League.

Lateral-esquerdo: Denis Irwin

Custou pouco aos cofres do United, quando ainda era promessa no Oldham Athletic. Depois disso, ganhou muito. Foi por 12 anos o lateral-esquerdo titular de Alex Ferguson. Tinha técnica, tática e físico. Ainda era o batedor de faltas do time no intervalo entre a saída de Cantona e o surgimento de David Beckham. Coloca Evra no bolso.

Winger-direito: Cristiano Ronaldo

Para muitos, este lugar deveria ser de David Beckham. De fato, o inglês jogou muita bola sob o comando de Alex Ferguson. Tinha uma precisão impressionante nos passes, lançamento e cobranças de falta. E ganhou tudo pelo United. Mas Cristiano Ronaldo era mais completo e mais decisivo. Chamava mais a responsabilidade para si. Tanto é que foi melhor do mundo justamente em 2008, ano em que destruía as defesas da Inglaterra com uma facilidade incrível. Só ele e George Best ganharam a Bola de Ouro pelo United.

Primeiro volante: Roy Keane

O seu senso de posicionamento era coisa de outro mundo. Estava no lugar certo, na hora certa. E jamais errava um bote, um desarme ou um passe. Era volante moderno, desses que a gente chama e gosta de ver jogar hoje, já na década de 90. Ganhou muita coisa e foi por muitos anos o capitão de Alex Ferguson.

Segundo volante: Paul Scholes

Outro que jogou com Ferguson a vida toda. Mais garoto, corria mais com a bola, mas sem esquecer de seus passes geniais e sua visão de jogo. Conforme a idade foi chegando, foi diminuindo o ritmo e fazendo a bola correr mais. Ajudava na recomposição do meio-campo e na criação das jogadas. Era mais do que aquilo que os ingleses gostam de chamar de “box-to-box”, o volante que marca e joga. Era um craque.

Winger-esquerdo: Ryan Giggs

Se pedirem a um torcedor dos Diabos Vermelhos para resumir em um nome a trajetória de Alex Ferguson no Manchester United este nome há de ser Ryan Giggs. O garoto que foi pinçado pelo treinador nas divisões de base do rival Machester City é, sem dúvidas, o símbolo da ‘Era Ferguson’ no United. Pela história, pelo talento, pelo currículo e, sobretudo, pela mentalidade vencedora. Outro nome que merece hall da fama em qualquer circunstância.

Atacante 1: Wayne Rooney

Outro que cresceu sob a batuta de Sir Alex Ferguson. Evoluiu com o passar dos anos. Hoje, é fundamental para o time em qualquer ocasião. Evoluiu tanto que hoje pode jogar até de volante, como no jogo que deu o título ao Manchester United nesta temporada. Fez gols importantíssimos que voltaram a fazer do time imbatível na Inglaterra.

Atacante 2: Eric Cantona

Rápido, habilidoso e matador. Não tinha como um centroavante ser mais completo. Mas Cantona podia mais: podia ser segundo atacante, winger, ponta de lança. Quando não perdia a cabeça, fazia os adversários perderem o jogo. Craque de bola, mas temperamental. Dava para ter sido ainda maior do que foi. Ferguson segurou seus problemas e o fez jogar bola por muito tempo.

Como jogaria esse timaço:

Difícil imaginar essa seleção perdendo algum jogo. Com uma defesa monstruosa, contando com laterais conscientes e equilibrados no apoio, dois meio-campistas absurdamente dinâmicos e um quarteto ofensivo arrasador, só imagina-se goleadas a favor.

No 4-4-2, o time teria uma saída de bola e tanto com Roy Keane e Paul Scholes, este último com mais liberdade para ajudar os wingers e os atacantes a criar oportunidades de gol. Pelas pontas, elas teriam a tendência de surgir com mais facilidade, com Cristiano Ronaldo colocando mais velocidade e intensidade, enquanto Giggs fazia um contrapondo, cadenciando mais com seus passes e lançamentos geniais.

Com a bola, uma transição normal provavelmente seria para o 4-2-3-1, com Rooney fazendo o recuo de posicionamento ao qual tanto se acostumou nos últimos anos. Assim, Cantona ficaria como referência ofensiva e o garoto revelado nas categorias de base do Everton atuaria como um ponta de lança, formando a famosa linha de 3 criadores com os dois wingers.

Sem a bola, é fácil imaginar o time se compactando em duas linhas de quatro mais próximas e Rooney ajudando mais na marcação do que Cantona. Talvez até mais do que Cristiano Ronaldo. Uma eventual troca de posição entre os dois poderia facilitar o trabalho do time sem a bola, já que o português é melhor em puxar contra-ataques. Dessa forma, caberia a Rooney o mesmo papel que a Scholes, Keane e Giggs: roubar a bola e lançar os dois que estariam na sobra.

Banco de reservas:

Impossível se esquecer de nomes como o de Van der Sar, o xerifão Pallister, o gigante Vidic, o heróico Bryan Robson, o decisivo Solskjaer e o craque David Beckham. Mas infelizmente, só jogam onze. Se alguém se machucar…entra outro monstro.

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One Comment

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  1. almarcaljr / maio 8 2013 17:59

    Muito bom o post. Concordo com essa equipe e reservas, apesar de o machester ter quase sempre times excelentes e grandes jogadores. Será que algum clube brasileiro copiaria a fórmula, de manter um tecnico tanto tempo. Será que a torcida contribuiria para isso mesmo nas derrotas ou resultados adversos?!??!?

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