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05/05/2013 / Boleiragem Tática

Maior mérito do Botafogo foi saber executar com perfeição o 4-2-3-1

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Esquema da moda no futebol mundial desde a última Copa do Mundo, o 4-2-3-1 requer algumas vertentes básicas para ser bem executado. Quem o faz, normalmente atua de forma praticamente perfeita taticamente. É o caso do Botafogo, campeão carioca com uma campanha irretocável e um time incrivelmente competitivo.

Não basta ter jogadores certos para as funções certas. É preciso ter uma equipe coletivamente competente, que saiba se comportar de acordo com o esquema de jogo escolhido pelo treinador. O Botafogo tem tudo isso. E tem mais: tem Seedorf, um craque que fez a diferença desde o início do ano, e Lodeiro, o melhor jogador do Carioca na opinião deste blogueiro.

Todavia, sem a quase perfeita execução do 4-2-3-1, talvez não fosse possível levantar a taça com tanto merecimento. Afinal, um time que conta com o melhor goleiro do país na atualidade, laterais consistentes, uma zaga sólida que mistura experiência com talento, volantes modernos e um sistema ofensivo arrasador precisa saber se portar tanto com a bola como sem ela.

Precisa saber que para o 4-2-3-1 funcionar, há condições básicas que precisam ser cumpridas. Como, por exemplo, fazer com que os volantes marquem e joguem, desarmes e acertem o primeiro passe. Marcelo Mattos e Gabriel entenderam isso. E fizeram com eficiência durante todo o ano até agora.

Mas de que adianta os volantes estarem bem se os meias não participarem do jogo. Novamente, sem esquecer, com e sem a bola. Com a posse, os três meias do Botafogo vivem fase esplêndida. Se movimentam, trocam de posição, criam, assistem e interagem com Rafael Marques. Assim, o time vai pra frente. Funciona.

É claro que é importante ressaltar o momento e a qualidade dos três meias alvinegros. Fellype Gabriel consegue dinamizar o jogo de uma forma incrivelmente simples. Seedorf é o 10 que qualquer time brasileiro gostaria de ter. E Lodeiro…o que tá jogando o uruguaio, não está nos gibis.

Somado a isso, outros detalhes decisivos que fazem do Botafogo um time bem inteligente taticamente. Os laterais que sabem subir na hora certa e fazer a cobertura defensiva. Volantes que sabem aprofundar posicionamento para desmembrar a marcação adversária na saída de bola do time e um centroavante com confiança, fundamental em qualquer jogo nesta temporada. Isso sem falar na capacidade de improvisação de seus jogadores. Fellype Gabriel jogou em todas as posições do meio-campo. E bem.

O Botafogo de Oswaldo de Oliveira é, hoje, um time pronto, confiante e já vencedor. Tem tudo para brigar pelo topo no Brasileiro.

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