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28/06/2012 / Boleiragem Tática

Itália 2 x 1 Alemanha – Três explicações para a vitória italiana

Apesar dos golaços, das grandes atuações coletivas e individuais de alguns, faltava um grande jogo para abrilhantar, ainda mais, a Euro-2012. Faltava um bom embate entre gigantes. E o mundo do futebol acabou presenteado com esse duelo nesta quinta-feira. A vitória da Itália, por 2 a 1, sobre a Alemanha teve de tudo. E sobrou futebol.

Mais do que o oportunismo de Balotelli e o peso da camisa italiana, três pontos chave servem como explicação para a vitória italiana:

1) Os erros de Löw na escalação

Joachim Löw voltou a mexer no seu sistema ofensivo antes da semifinal. Deu nova chance a Podolski, Kroos e Gomez. E empurrou Mezüt Özil para a meia-extrema direita. A ideia era Kroos atrapalhar a saída de bola italiana, sufocando Pirlo, e quando tivesse a bola, arriscasse mais de fora, com Özil fazendo a diagonal da direita para o centro e Podölski levando a melhor sobre Balzaretti.

Deu tudo errado. Kroos não só não marcou, como levou um baile de Pirlo; Özil não acompanhou Bonucci e, num passe de Pirlo, o lateral italiano acionou Cassano, que cruzou na medida para Balotelli abrir o placar. O primeiro gol italiano construído nos erros alemães.

2)As linhas alemães adiantadas e o risco sofrido

Com a desvantagem no placar, os alemães se lançaram ao ataque. No 4-2-3-1 dos volantes que viram meias, só sobravam os dois zagueiros no campo de defesa. Com as linhas adiantadas, a Alemanha parecia ir para o tudo ou nada já no primeiro. Mas não pensava nos riscos de sofrer um contra-ataque mortal, que aconteceria no segundo gol italiano.

Com um armador do porte de Pirlo, capaz de decidir um jogo numa enfiada de bola, e dois atacantes oportunistas como Cassano e Balotelli, decisivos em jogos grandes, era um risco tremendo.

3) Montolivo

Novamente escalado como trequartista no 4-3-1-2 de Cesar Prandelli, Montolivo foi bem novamente. Melhor que no primeiro contra a Croácia e no jogo contra a Inglaterra. Porque Montolivo também marcou. Atrapalhou a saída de bola de Schweinsteiger e Khedira, fechou o meio sem a bola e participou da criação de jogadas, como um coadjuvante de Pirlo. No erro de Lahm, fez lançamento primoroso para Balotelli marcar outro gol, desta vez um golaço. 2 a 0 Itália.

O 2 a 0 no placar deu ainda mais tranquilidade a uma já calma Itália. Prandelli se fechou mais ainda com as entradas de Thiago Motta, Di Natale e Diamanti, nos lugares de Cassano, Balotelli e Montolivo. E esperou a Alemanha. Que veio. Um pouco desorganizada, meio suicida, em busca do tudo, com chande de ficar com nada. Com a mobilidade de Reus e a presença de área de Klose, a pressão se intensificou. Mas o tempo passava e o desespero aumentava. Nos acréscimos, Özil marcou de pênalti, Neuer virou goleiro-linha…Era tarde. A final já era dos italianos.

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