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23/06/2012 / Campo de 11

Espanha 2 x 0 França – Fatores que explicam a vitória da Fúria e a má qualidade da partida

Quem diria que um confronto entre Espanha e França, pelas quartas de finais da Eurocopa, se transformaria, justamente, no pior jogo do torneio? Pois foi o que aconteceu. Com os dois times errando muito, a partida teve poucas chances de gol e acabou de forma sonolenta, com vitória espanhola por 2 a 0.

Explicações não faltam. A França simplismente não quis jogar contra um time que faz de tudo para cadenciar o duelo, tranquilizar a partida, dominar de forma pouco intensa, baseado na posse de bola absurda e, por vezes, lenta que o define. Para vencer a Espanha, é esperado que o adversário acelere minimamente o jogo, marque na frente, busque, de fato a vitória.

Não foi o que Laurent Blanc. Não foi o que a França fez. Escalada no 4-1-4-1, com dois laterais direitos nas duas linhas de 4, o time francês preferiu marcar do que jogar. Ou melhor, assistir à Espanha tocar a bola na intermediária e, eventualmente, criar uma chance de gol, do que se lançar ao ataque e tentar surpreender o favorito time de Vicente Del Bosque, novamente no 4-3-3 e sem centroavante.

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A cautela excessiva da França, juntamente com a falta de inspiração do já morno estilo espanhol de valorização à posse de bola, deixaram o jogo ruim. Salvo raros bons momentos dos espanhois, a partida foi pouco movimentada.

Quando a Espanha teve o senso de movimentação da escola Barcelona de jogar bola, o jogo fluiu de forma mais agradável aos olhos de quem viu. Um desses momentos aconteceu no primeiro tempo, aos 19 minutos. Com a marcação adiantada, o time de Del Bosque sufocava a França no campo de defesa. Até Jordi Alba ser acionado, ganhar na velocidade de Debouchy e cruzar, de forma perfeita, para Xabi Alonso marcar de cabeça como elemento surpresa, sem marcação.

A vantagem concedida pelo volante – de longe, o melhor em campo, por ter acertado quase tudo que tentou, entre passes, poscionamento, desarmes e finalizações – acabou com um início minimamente promissor de jogo.

Com o 1 a 0 no placar, os espanhois passaram a tranquilizar o jogo, girar a bola e adminsitrar a vitória. E quando chegavam na entrada da área, sentiam falta de uma ilfiltração, de um chute de fora da área, de uma jogada individual.

E a França, por incrível que pareça, parecia gostar do resultado. Sem a bola e sem conseguir ter uma saída de bola efetiva, os franceses sofriam com a marcação frequentemente adiantada dos rivais. E, quando conseguiam sair, erravam passes, eram lentos na transição…

Boa parte dos problemas da França estavam na escalação inicial de Laurent Blanc. Entre o medo e a cautela, havia um elo de ligação explicável pela história recente da Fúria. Ainda assim, era arriscado chamar a Espanha para o ataque e tentar resolver o jogo no contra-golpe, como tentaram Croácia e Irlanda, sem sucesso.

Blanc, aliás, repetiu a estratégia adotada pelo técnico croata Slavan Bilic de fortalecer a marcação do lado direito da defesa para frear o lado mais forte dos espanhois. Acontece que, ao contrário de Srna, lateral-ala-meia-direita croata, Debuchy não tem essa versatilidade. Muito menos velocidade para acompanhar as incríveis arrancadas de Jordi Alba. Foi assim que surgiu o primeiro gol espanhol, que praticamente decidiu o jogo.

De quebra, M’Vila, que havia inciado bem o duelo com Xavi, começou a dar espaços demais para o camisa 8 e Réveillere não acomapanhava a velocidade no raciocínio de Iniesta, que sobrava com sua marcação. Do outro lado do campo, Malouda não sabia se marcava Silva ou se segurava Arbelo. Só batia cabeça com Clichy. Menos mal que a Espanha não soube e nem quis aproveitar essas deficiências. Num dia inspirado, a Fúria poderia ter goleado.

O ainda mais fraco segundo tempo teve a França com uma postura mais ofensiva, mas com volume de jogo e criatividade ainda nulos. No 4-2-3-1 e com Ménez e Nasri em campo, o time chegou a esboçar uma reação. Em vão. Bastaram alguns minutos para a Espanha retomar as rédeas do confronto. Já com Pedro e Fernando Torres nos lugares dos apagados Silva e do isolado Fábregas. Daí em diante, pouca coisa é digna de nota.

O pênalti sofrido por Pedro, que muitos árbitros não marcariam, é uma dessas coisas. Pois serviu para fechar o caixão francês e pôr fim a uma partida sem graça, apesar da grife. E para enaltecer uma das poucas atuações elogiáveis: a de Xabi Alonso, outro monstro do meio-campo espanhol.

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One Comment

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  1. jogos de casino / jun 26 2012 20:24

    foi mesmo um jogo chato. talvez o pior que vi neste europeu! espero outra qualidade de jogo nestas meias-finais… e já agora gostava de ver uma final Portugal vs Italia 😉

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