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17/06/2012 / Boleiragem Tática

Holanda 1 x 2 Portugal – Cristiano Ronaldo quis jogo contra a fraca zaga holandesa

Créditos: Agência Reuters

O mundo inteiro condicionava a classificação portuguesa a boas atuações de Cristiano Ronaldo. Jornalistas portugueses costumam reclamar de que Cristiano Ronaldo só joga bem quando quer. De uma forma ou de outra, Portugal ainda depende muito do talento de seu principal jogador. E hoje, Cristiano Ronaldo quis jogo. Não só quis como acabou com o jogo.

Participativo e decisivo, o camisa 7 português enfim lembrou o craque que faz a diferença no Real Madrid. Ele foi grande responsável pela vitória portuguesa sobre a Holanda, que classificou o país para as quartas de finais da Eurocopa, ao lado da Alemanha, que venceu a Dinamarca, pelo outro jogo do grupo.

Cristiano Ronaldo contou com a fragilidade do sistema defensivo holandês. Tanto os zagueiros Mathijsen e Vlaar, como os laterais não viram a cor da bola no duelo com o ataque português. Van Der Wiel principalmente. O camisa 2 holandês não conseguiu aliar as funções ofensivas com as obrigações defensivas no combate direto a Cristiano Ronaldo. E acabou levando um baile, com dribles e bolas nas costas aos montes.

Na esquerda, o jovem Willems se mostrou garoto demais para a responsabilidade de assumir a lateral. Aos 18 anos e no quarto jogo a serviço do seu país, foi muito mal. Perdeu todas para Nani e ainda errou a saída de bola que culminou no gol de empate português. No segundo tempo, foi substituído para não ser expulso.

O bom início da seleção holandesa durou, de fato, pouco. Como contra a Alemanha. A marcação adiantada, a participatividade de Robben e o controle do meio-campo no 4-2-3-1 acabaram, por ironia do destino, com o belo gol de Van der Vaart, que começava a justificar a sua titularidade. Depois de abrir o placar, a Holanda recuou. Chamou Portugal para o jogo e se perdeu na fraqueza de sua defesa.

Foi a senha para o time de Paulo Bento se impor. No 4-3-3, tinha nos flancos as grandes armas. Nani, pela direita, e Cristiano Ronaldo, pela esquerda, faziam o que queriam contra os laterais holandeses. E mesmo sem um centroavante inspirado, fizeram a diferença nas jogadas individuais. Principalmente o segundo, com dois gols.

Na segunda etapa, o time português chegou a levar uma certa pressão da Holanda, que adiantou as linhas e partiu para cima. No 4-1-4-1 sem a bola, os laterais portugueses também vacilaram na cobertura. Mas a zaga, de forma geral, foi bem. Pepe fez grande jogo novamente. E Miguel Veloso, entre as linhas de 4, praticamente anulou Van Persie na primeira etapa, e, na segunda, mal deixou Sneijder jogar.

Enquanto a Holanda pena por uma safra pobre de zagueiros, Portugal se encanta com o talento de seu grande craque. Inspirado, Cristiano Ronaldo vai provando que pode fazer a diferença. E será nele que povo português certamente irá depositar as esperanças nas quartas de finais.

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