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16/06/2012 / Boleiragem Tática

Internacional 1 x 2 Botafogo – Postura

No equilibrado Brasileirão, pontos conquistados fora de casa podem definir uma mudança de rumo brusca ao final do torneio. Sabendo da importância do jogo de hoje, contra o Inter, no Beira-Rio, Oswaldo de Oliveira mandou a campo um Botafogo corajosos. Desde o início, a postura do time carioca foi de time que busca a vitória.

Com maior posse de bola e um meio-campo menos errante, o Botafogo controlou a maior parte do primeiro tempo. Com exceção de alguns vacilos do sistema defensivo. Como a falta rapidamente cobrada por Guiñazu, que achou Oscar na ponta-direita. O novo camisa 10 da Seleção, que não foi tão bem hoje, aproveitou a fragilidade defensiva do estreante Lennon e levou a bola à linha de fundo com facilidade, antes de cruzar para Leandro Damião.

O detalhe da jogada é a linha de fundo. Num time em que o grande centroavante, o definidor de jogadas, tem boa estatura, presença de área e, principalmente, um ótimo cabeceio, é importantíssimo fazer uso das jogadas de linha de fundo com cruzamentos. Afinal, ao contrário dos cruzamentos da intermediária, os da linha de fundo pegam a zaga no contrapé e o centroavante de frente. Foi assim que Oscar achou Damião. Damião escorou para Dagoberto, que abriu o placar.

A desatenção da zaga alvinegra quase custou caro ao time de Oswaldo. E dava indícios de que iria custar. Pois, ainda que dominasse o meio de campo, controlasse o jogo, o Botafogo não criava chances reais de gol. Com Herrera isolado e Fellype Gabriel e Andrezinho pouco participativos, a conta caía toda em cima de Vitor Júnior.

Menos mal que Vitor Júnior vivia uma noite inspirada. Inteligente no posicionamento e na movimentação, rápido nas arrancadas e dribles, o canhotinho alvinegro foi a principal válvula de escape do time carioca. E também o nome do jogo.

Foi dele a jogada que resultou no gol de Andrezinho, na segunda etapa. O camisa 10 e Fellype Gabriel cresceram muito na segunda metade do jogo. No 4-2-3-1 de Oswaldo, os três meias são fundamentais. E as trocas de posições entre eles, mais ainda. Por isso, era importante que os três estivessem bem no jogo. Justamente o que aconteceu na segunda etapa.

Com Renato ganhando o duelo com Sandro Silva e Guiñazu errando muitos passes e desarmes, o Botafogo reinou no meio-campo. E adiantou as linhas. Passou a jogar no campo de ataque e estar próximo da virada. Em ótima cobrança de escanteio, Fellype Gabriel se antecipou a Sandro Silva e marcou, de cabeça, o gol da vitória.

Vitória com V maiúsculo. Vitória de um time que sabe da importância dos pontos fora de casa e que lutou da melhor forma possível para tê-los.

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