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26/05/2012 / Boleiragem Tática

O melhor Brasil da Era Mano marca na frente, sob pressão

Na sua primeira coletiva à frente da Seleção, Mano Menezes prometeu um time ofensivo. Impositivo. Como foram quase todas as equipes que comandou ao longo da carreira. E logo de cara, na sua estreia, contra os Estados Unidos, conseguiu o que pretendia. No seu habitual 4-2-3-1, com o time marcando na frente. Sob pressão. Acabando com a saída de bola do adversário.

Mas as boas impressões ficaram nos 90 minutos da estreia. No restante das partidas, entre amistosos e Copa América, se viu muito mais do contrário: um time, na maioria das vezes, mais cauteloso. Menos arriscado. E muito forte nos contra-golpes.

Hoje, no entanto, a partida contra a Dinamarca serviu para provar que a marcação adiantada, na pressão, é o melhor caminho para Mano montar seu time. Em 45 minutos, a Seleção resolveu o jogo com três gols resultantes de roubadas de bola no ataque. No mesmo 4-2-3-1 da maioria dos jogos, e com Oscar ligado e participativo e Hulk grandioso, o Brasil fez 3 a 0, controlando por absoluto o jogo.

E, ao contrário de toda a trajetória do treinador no cargo, o Brasil teve constância nesse tipo de marcação. Variou pouco, mas de forma essencial, para confundir e não deixar a Dinamarca criar alternativa para sair jogando. E, por, pelo menos 30 minutos, foi intenso. Dificultou a saída de jogo dos dinamarqueses, que só foi melhorar com a entrada de Kahlenberg.

Além disso, Mano teve um time impositivo. Os volantes adiantavam as linhas com inteligência e não erravam passes. Os laterais “empurravam” os wingers rivais para o campo de defesa. E o Brasil sufocava a Dinamarca. Foi assim que um jogo complicado ficou muito tranquilo para o time de Mano Menezes.

Nem mesmo o relaxamento no segundo tempo foi capaz de tirar a vitórias do Brasil. Com uma segunda metade de jogo muito fraca em relação à primeira, a Seleção viu os dinamarqueses equilibrarem o jogo. E diminuirem o jogo, com Bendtner, impedido. Os sustos também aconteceram. Bem em quase todo o primeiro tempo, Marcelo foi mal no segundo, servindo quase como uma avenida para o lado direito europeu na segunda etapa.

Na partida em que Hulk foi o melhor em campo, a marcação pressão no campo de ataque foi o ponto forte da Seleção. E ainda é o melhor caminho para Mano Menezes montar seu time.

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