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08/03/2012 / Boleiragem Tática

Boca Juniors 1 x 2 Fluminense – Tricolor traiçoeiro faz história na Bombonera

O Fluminense não fez uma grande partida em termos técnicos. Conquistou, sim, um gigante resultado. Graças, principalmente, à eficiência que mostrou em campo. Traiçoeiro, abriu o placar no início, chegou a pecar por omissão, mas, logo após o gol de empate, voltou a calar a Bombonera. Fatal. Mesmo sem jogar um futebol vistoso, encantador.

O Boca, por sua vez, não mostra virtudes históricas que cabem ao clube. A intensidade, a principal delas. O time ainda gira em torno do talento e força de Riquelme, mas não consegue manter a intensidade que o marcou nos últimos anos durante boa parte do jogo. Com três volantes que chegam pouco ao ataque, acaba dependendo muito de seu camisa 10, que fez grande partida, mas sentiu falta de companhia na frente.

Os visitantes tomaram as rédeas da partida no início. No 4-2-3-1, o Fluminense buscava o campo de ataque, o gol adversário. Mesmo sem estar 100%, se recuperando de um incômodo na coxa direita, Thiago Neves era um dos melhores em campo nos primeiros minutos. Participativo, se movimentava com inteligência, trocando de posição com Wellington Nem e Deco frequentemente.

Falta na entrada da área. Fred queria bater, Deco não deixou, o mandou para a área. Quem sabe, sabe. Cobrança perfeita, movimentação perfeita, cabeçada para o fundo das redes. Bola de Deco pra Fred, de Fred pro gol. O Fluminense não podia esperar um começo melhor.

O time parecia não acreditar na vantagem conquistada. Como se bastasse o 1 a 0 para cozinhar o jogo e frear o Boca Juniors em plena La Bombonera. Erro grosseiro. Mas foi o que o time de Abel Braga fez. Simplismente abdicou do jogo. E viu o Boca ganhar terreno, posse de bola e o domínio das ações da partida.

Menos mal que, no 4-3-1-2, o time de Jorge Falcioni forçava muito o jogo pelo meio, se esquecendo das pontas. Nas raras bolas que recebia na ponta-direita, Mouche deitava e rolava pra cima de Carlinhos. O Boca começava a crescer no jogo. E sentir falta da intensidade que lhe foi comum em anos.

Aos 20, um lampejo de pressão. Após dois escanteios e uma série de defesas milagrosas de Diego Cavalieri, a Bombonera despertou de vez. E o Boca parecia que iria pra cima, com toda intensidade possível. Parecia. Misturando lentidão com pouca ocupação ofensiva, o time argentino tocava a bola, girava o jogo, mas pouco criava. O Fluminense só assistia. Completamente acomodado.

Veio o segundo tempo e, logo de cara na volta do intervalo, uma falta perigosa para os donos da casa. Riquelme já tinha cobrado duas sem perigo. Na terceira, acertou o pé. A bola bateu na trave, voltou para Somoza, que mandou para o gol: 1 a 1. O Boca, enfim, crescera no jogo. Em plena La Bombonera.

A pressão, enfim, aconteceu. Mas o time carioca resistiu. Não só resistiu, como respondeu. Com personalidade. Diego Cavalieri cobrou tiro de meta, Fred ganhou a disputa no alto e a bola sobrou para Wellington Nem, sumido do jogo até então. O garoto passou com facilidades por Roncaglia, antes de cruzar para Deco marcar o segundo. Um gol de contra-ataque num momento ruim do time no jogo. Um gol para calar novamente a Bombonera. Um gol de um time extremamente traiçoeiro.

E ao contrário do que acontecera na primeira etapa, o Flu não se acomodou. Continuou buscando o gol adversário, atacando. No entanto, não conseguia prender a bola na frente. Cozinhar o jogo. E, da mesma forma que atacava, era atacado.

O Boca não assustava tanto. Exceto quando Riquelme tinha a bola, o espaço e o tempo para fazer jogadas.  Ou nas bolas paradas. Melhor para o Fluminense que Santiago Silva não estava numa noite agradável. O Tanque errou quase tudo que tentou.

Falcioni ainda tentou mudar o jogo,  tirando dois volantes para a entrada de dois meias-atacantes, mas pouco adiantou. O Boca não conseguia ser agressivo e fatal a ponto de empatar o jogo. E justiça seja feita: o Fluminense marcava bem. Diguinho não só marcava, como puxava contra-golpes. Partidaça do volante tricolor. Assim como Digão, que ganhava todas na defesa.

No fim, o abafa clássico. Por pouco, Riquelme não empatou o jogo com um sem-pulo sensacional. Mas a noite era tricolor. A noite é histórica. Há vezes em que a eficiência de um time faz a diferença e história. Hoje foi a vez do Fluminense.

 

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