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04/03/2012 / Boleiragem Tática

Roma 1 x 2 Lazio – A supremacia azul mistura méritos com injustiças

Formação das duas equipes em todo o jogo - Roma com um a menos e De Rossi aprofundando posicionamento.

A Lazio teve um jogador a mais durante quase o tempo inteiro no dérbi deste domingo, no Olímpico, em Roma, e, mesmo assim, sofreu bastante para vencer uma Roma corajosa, ainda que com um a menos. De fato, mais do que os erros bisonhos da arbitragem de Marco Bergonzi, a expulsão do goleiro Stekelenburg, que culminou no gol de Hernanes, de pênalti, acabou sendo fundamental para a vitória da Lazio, por 2 a 1.

Expulsão, diga-se de passagem, justa. Klose recebeu ótima enfiada de bola do Profeta, nas costas do brasileiro Juan, driblou o holandês e foi derrubado. Como era último homem, o goleiro acabou corretamente expulso.

Ao contrário do que era de se esperar, a Roma não sentiu tanto o gol e o homem a menos. Luis Henrique rearmou o seu 4-3-3 rapidamente, tirando Lamela para a entrada do reserva Lobont, e recuando De Rossi quase como um líbero quando seu time tinha a bola. Assim, Taddei e José Ángel ganhavam mais liberdade para apoiar pelos lados e a equipe mais opções.

Corajosa, a Roma ganhou o meio de campo, adiantou a marcação e foi buscar o empate, que veio aos 16. Cruzamento da direita, falha da zaga da Lazio, chute na trave de Juan e a bola sobra limpa para De Rossi, de cabeça, empatar. A Roma tinha dez jogadores, mas tinha a disposição e a coragem de vinte.

O jogo ganhou em emoção. E em equilíbrio. A Lazio não se deixava dominar, mas também não tomava as rédeas da partida. Pela esquerda, com Mauri e Matuzalém deitando e rolando às costas de Taddei e Fábio Simplício, assustava. E com o melhor em campo bastante participativo, mais ainda. Hernanes estava por toda a parte: na direita, no meio, na esquerda, dentro da área. Atuação digna de um camisa 10. Mais: digna de jogador titular de seleção brasileira, que merece ser pelo que vem jogando.

Com o passar do tempo e das faltas, a tensão de um dos clássicos mais nervosos do mundo do futebol só crescia. Entradas ríspidas e muita pressão em cima do fraco e incoerente Bergonzi. Mauri invadiu a área, teve a camisa quase arrancada por Taddei, mas nada foi marcado. E ainda recebeu um amarelo por “simulação”. Do outro lado do campo, Biava distribuía pontapés como um lutador, e passava despercebido pelo juiz.

Veio o segundo tempo e o clássico ganhou ainda mais cara de clássico. Bombas eram soltadas nas arquibancadas, enquanto o jogo se tornava ainda mais nervoso. Luis Henrique colocou Marquinho no lugar do lesionado Pjanic, mas o brasileiro demorou a entrar no jogo. Foi justamente por seu setor que nasceu o segundo gol azul. Ledesma cruzou, Juan viu a bola passar e Mauri, outro gigante em campo, marcar. Era a segunda falha grave do brasileiro, que se redimira no minuto seguinte, evitando o terceiro, de Hernanes.

Passado o susto pelo segundo gol, a Roma se organizou. E foi pra cima. Juan sentiu o joelho e teve que deixar o campo para a entrada de Bojan. Taddei e José Ángel formaram um trio de zaga híbrido com Heinze. Era tudo ou nada. Logo em seguida, Scaloni acabou expulso ao dar carrinho em Bojan, mesmo não tendo o atingido. Bergonzi sinalizou de que havia visto a falta, inexistente. Sem a desvantagem numérica, mas com pouco tempo para pressionar, a Roma bem que tentou empatar, sem sucesso. Marquinho chegou a cruzar duas ótimas bolas para Totti e Borini, mas ambos cabecearam para fora.

Melhor para a parte azul da cidade, que comemora a segunda vitória sobre o rival no ano e a supremacia no campeonato à parte, um dos dérbis mais disputados do mundo. Entre méritos e injustiças causadas pela arbitragem ou pela sorte, a Lazio já terceira colocada no campeonato italiano. E tem time para brigar entre os primeiros da Itália.

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2 Comentários

Deixe um comentário
  1. Márcio Meza / mar 5 2012 1:53

    Oi!
    É a primeira vez que venho aqui, mas sou viciado em análises táticas. Leio muito Cecconi e André Rocha, mas como sou tão viciado procurei outras fontes..rs.
    Então… Sou fã do futebol do Hernanes e sempre enxerguei nele potencial para atuar como ponta de lança no 4-2-3-1, mas não entendo o Mano Menezes que parece não ver os jogos da Lazio. Você acha que poderíamos ter na seleção Hernanes e Ganso, trocando de posicionamento constantemente no 4-2-3-1, que o Mano tanto insiste em fazer funcionar e não consegue.
    Eu particularmente prefiro um 4-3-3 como o do Porto, formando o meio com um triangulo de base alta, tendo Sandro, Hernanes e Ganso e no ataque Hulk,Neymar e Damião, na defesa mudaria apenas o David Luiz, colocando o Dedé em seu lugar. Sei que o assunto não é seleção brasileira, mas não consigo entender o não aproveitamento do Hernanes (ótimo jogador).

    Valeu!

    • Boleiragem Tática / mar 5 2012 2:34

      Opa Márcio,
      Seja bem-vindo!

      Eu não gosto muito do Hernanes jogando no lado de campo, como um meia-extremo. Preferiria colocá-lo ao lado de Ganso num triângulo de base alta. Ou então escalá-lo como segundo volante, como ele jogava no SP campeão brasileiro em 2007. Assim, Ganso n precisaria sair de sua posição original, armando o jogo por dentro, e Mano poderia manter o 4-2-3-1, sistema que ele mesmo prometeu usar, mas pouco o fez.

      Apareça mais por aqui, é um prazer!
      Abraço

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