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13/02/2012 / Boleiragem Tática

Vasco 2 x 1 Fluminense – A péssima arbitragem não tira os méritos do ‘time da virada’

Esquemas dos dois times na primeira etapa: ambos no 4-2-3-1; Vasco com linha ´torta´de armadores; Flu com mais mobilidade e intensidade no meio-campo

Eram raros os torcedores tricolores que conheciam o árbitro Antônio Frederico Schneider antes do clássico contra o Vasco, neste domingo, no Engenhão, pela Taça Guanabara. E serão ainda mais raros os que esquecerem o seu nome depois da derrota de hoje, por 2 a 1. Com uma arbitragem confusa desde o início da partida, o juiz atrapalhou demais o time comandado por Abel Braga – principalmente na segunda etapa -, ao deixar de marcar dois pênaltis, um escanteio clamoroso e expulsar Fred.

Mesmo assim, seria incoerente esquecer de enaltecer o time de Cristóvão Borges, novamente em paz com a torcida. Honrando um dos hits mais conhecidos nas arquibancadas de São Januário, o Vasco lutou bravamente e virou o jogo, com dois gols de Alecsandro, o artilheiro dos clássicos. E, de quebra, praticamente encaminhou sua classificação para as semifinais do primeiro turno do Carioca.

O primeiro tempo foi quase todo do Flu. Sobretudo os primeiros minutos. Com Deco novamente jogando o fino da bola e Thiago Neves querendo jogo, ficou mais fácil do que se esperava. Logo aos 6, em jogada envolvendo os três principais jogadores tricolores do momento, Thiago Neves tabelou com Deco e recebeu na entrada da área. Dali, emendou um belo chute, no canto esquerdo de Fernando Prass. Golaço. O primeiro do camisa 7 na sua volta às Laranjeiras.

O Vasco carecia de criatividade. Com Felipe mais recuado e Bernardo e Chaparro apagados, o meio mal funcionava. Para piorar, Fágner, a grande arma ofensiva do time, era acompanhado por Rafael Sóbis e Diguinho na cobertura. Enquanto isso, o Fluminense marcava na frente – e bem. Com Diguinho desarmando muito e saindo bem pro jogo, o time de Abel sufocava o Vasco. Fernando Prass salvava. Como o chute de Deco, aos 34.

Até que veio o segundo tempo. E a inteligente mudança de Cristóvão: Willian Barbio no lugar do sumido Leandro Chaparro. Resultado: mudança de esquema – 4-2-3-1 para 4-2-2-2 – e um time mais ofensivo e com mais presença de área. Melhor que a alteração, foi a mudança de postura. O Vasco passou a marcar no campo de ataque e pressionar a saída de bola tricolor, até então muito eficaz. O jogo, no entanto, caíra de produção pela chuva e o excesso de faltas. Mesmo assim, ainda era equilibrado.

Aos 14, contudo, um momento-chave. Sagaz, Nílton bateu uma falta rápida no meio de campo, Rodolfo fez belo lançamento, achando Fágner livre da marcação de Carlinhos na ponta-direita. O ótimo lateral cruzou na medida para Alecsandro provar o seu oportunismo: 1 a 1. O Vasco estava mais vivo do que nunca na partida.

Marcando bem e na frente, o Gigante da Colina tinha a partida nas mãos. Ou nos pés de Alecsandro. Mas Diego Cavalieri tratou de operar um milagre, ao salvar a finalização do 9 vascaíno aos 22 da segunda etapa. Aos 33, não houve quem salvasse. Em jogada ensaiada, Alecsandro se antecipou a Edinho e aproveitou o bom escanteio cobrado por Bernardo para virar a partida.

Minutos antes, o árbitro acabara de começar o seu show de horrores contra o Fluminense. Ele ignorou um pênalti claro de Fágner em Carlinhos – na primeira etapa, já havia mandado seguir o jogo em uma penal em cima de Fred, cometido por Dedé. Após o segundo gol vascaíno, já com Rafael Moura no lugar de Diguinho, outro erro clamoroso. Um escanteio visível a olho nu foi ignorado. Por reclamarem, Fred e He-man acabaram amarelados. Em seguida, Fred fez falta boba na entrada da área vascaína e acabou expulso pelo segundo cartão.

A essa altura, o descontrole já tomava conta do time tricolor e do técnico Abel Braga. Edinho também terminou expulso. E o jogo terminou com “olé” vascaíno. Vitória merecida, mas ofuscada pela péssima arbitragem de Antônio Frederico Schneider.

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2 Comentários

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  1. Toledo / fev 13 2012 0:43

    Vitoria merecida? Nao cometa a insanidade de falar isso. Com 2 penaltis mais do que claros a favor do flu. Um quando estava 0x0 e outro quando estava 1×1. Se voce ja jogou bola um dia saberá que faz toda diferença estar perdendo de 2×0 ao invés de apenas 1. Nao so matematicamente, mas na postura dos jogadores e do time.

    • Boleiragem Tática / fev 13 2012 0:54

      Toledo,
      Pênalti pode até ser meio-gol, mas não é gol. E pelo que o Vasco jogou no segundo tempo, mereceu, sim, a vitória. O juiz atrapalhou muito o Flu, mas não mudou nenhum resultado.

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