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11/02/2012 / Boleiragem Tática

Em grande fase, Rooney é muito importante para o United taticamente

O United de Ferguson com Rooney entre a área e a intermediária: 4-4-1-1.

Em 20 jogos desde a sua estreia como profissional, aos 16 anos, pelo Everton, Rooney só havia marcado 2 gols contra o desde sempre rival Liverpool. Em 3 minutos, o camisa 10 do Manchester United dobrou essa conta, garantiu a vitória no Old Trafford e, de quebra, uma liderança que pode ser provisória sobre o City, que tem um ponto a menos que o rival vermelho e joga amanhã, contra o Aston Villa.

Mas não é só na capacidade técnica de decidir jogos que Rooney prova sua diferença para outros atacantes e sua importância para o Manchester United. Além de garantir meio-gol quando recebe uma bola na entrada da área, o Shrek é muito útil taticamente.

É verdade que Rooney surgiu e chegou a se destacar como um homem de área. A força física e a facilidade absurda para finalizar eram virtudes que o transformavam num camisa 9 daqueles. Mas com o tempo, veio o amadurecimento tático. E o próprio Rooney percebeu que poderia se doar mais, ser mais importante para a equipe com e sem a bola. Surgiu, então, um novo Rooney. Um Rooney que volta para armar e marcar, quase como um antigo ponta de lança, porém mais dedicado sem a posse de bola.

Contra o Liverpool, Rooney não cansou de fazer isso. Com seu preparo físico invejável, por vezes recuava para dar um toque na b0la, se livrar da marcação e voltar para a área tentando uma eventual tabela com os homens que vinham de trás. Por várias vezes, pôde se observar uma linha de três meias: Giggs, pela esquerda, Valência, pela direita, e Rooney pelo meio, tamanho era o recuo do camisa 10. Quase um 4-2-3-1. Mas que, na teoria, e em bons momentos na prática, se desenhava como 4-4-1-1.

Não é de hoje que ele faz isso. Contudo, foi nesta temporada, que esse novo posicionamento de Rooney se tornou mais frequente nos jogos. Tanto é que Kenny Dalglish escalou Spearing entre as linhas do seu 4-1-4-1 justamente para acompanhar o Shrek inglês. Mas não foi suficiente. Numa questão de segundos, Rooney o trazia até o meio-campo e voltava sozinho para a grande área, não só abrindo espaços como se livrando de seu ‘carrapato’.

Assim, ele consegue aumentar o seu leque de opções de jogadas. O fato é que, vindo de trás ou recebendo a bola de costas para o gol, tanto faz. A fase é boa e o cara é craque. Rooney é letal. E o Liverpool sabe bem disso.

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