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11/12/2011 / Campo de 11

Os segredos do Kashiwa Reysol, primeiro obstáculo do Santos no Mundial

Time-base do Kashiwa: 4-2-2-2, com dois meias abertos, dois laterais ofensivos e dois atacantes.

Para a imensa maioria dos brasileiros, o time do Kashiwa Reysol é absolutamente desconhecido. Pelas duas partidas que jogou no Mundial Interclubes, um time que merece mais elogios do que críticas. Comandado por brasileiros tanto na área técnica – o treinador é Nelsinho Baptista – como dentro de campo – o 10 e melhor jogador do time é o meia Leandro Domingues, ex-Cruzeiro, Fluminense e Vitória -, a equipe busca o ataque sempre que possível.

Aliás, taticamente, o time se parece muito com clubes brasileiros. No 4-2-2-2, tem laterais muito ofensivos, meias abertos pelos lados que entram em diagonal para abrir o corredor, dois volantes marcadores e dois atacantes com características diferentes entre si: enquanto um se movimenta mais, o outro se fixa mais dentro da área.

Contra o Monterrey, na manhã deste domingo, a equipe demorou a entrar bem no jogo. Dominada no primeiro tempo, só assustava com sua jogada tradicional e mais perigosa: Sakai aproveitando o corredor aberto por Leandro Domingues e atacando pelo lado direito. O lateral japonês pretendido pelo Santos para a temporada que vem joga muita bola e é bastante veloz com a bola nos pés. Sem ela, recompõe com rapidez e não compromete na marcação.

No segundo tempo, pôde-se ver mais virtudes do time de Nelsinho, assim como na partida da última quinta-feira, vitória sobre o Auckland City. O Kashiwa passou a valorizar mais a posse de bola, atacar em bloco e pressionar o razoável time mexicano, que sentia falta de um Suárez melhor fisicamente na frente, para auxiliar os meias Delgado e Cardozo na criação e finalização de jogadas. Mesmo sentindo a perna direita, marcou o gol de empate, ao completar a boa jogada de Delgado, sempre pela direita.

Leandro Domingues havia aberto o placar com um golaço de voleio em jogada que começou com lançamento de Sakai. Tudo pelo lado direito, o mais forte do time, ainda que, pela esquerda, com Jorge Wagner cadenciando mais o jogo e Tanaka caindo nas costas do lateral-direito rival, a equipe também levasse perigo.

O empate em 1 a 1 se manteve até a prorrogação. No primeiro tempo extra, só deu Kashiwa Reysol. Com a marcação adiantada, o time japonês mostrou o que tem de melhor. Posse de bola, muitas jogadas pelas laterais e um camisa 10 decisivo nos passes e na movimentação. Ao sair da meia-direita para organizar o time por dentro, Leandro Domingues abria o corredor para o excelente lateral Sakai, acionado com intensidade durante todos os jogos do time. Em menor escala, Jorge Wagner fazia o mesmo pela esquerda.

Curiosamente, Nelsinho só fez uma alteração durante todos os 120 minutos: o atacante Hayashi no lugar do centroavante Kudo. Curiosa, também, é a quantidade de inversões de bola do time. Quando muito marcado por um lado, os meias ou laterais já viram o jogo rapidamente, transferindo o ataque para o outro lado menos marcado. Um senso de inversão de jogo impressionante. E que pode ser fatal contra o Santos. Antes do Barcelona, há um Kashiwa.

 

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