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26/11/2011 / Campo de 11

Manchester United 1 x 1 Newcastle – Empate heróico na conta da arbitragem, da sorte e da muralha alvinegra

Antes de enfrentar uma das piores sequências de jogos de todo o campeonato, contra, respectivamente, Manchester City, Manchester United e Chelsea, o técnico do Newcastle, Alan Pardew, chegou a dizer que de 9 pontos, a conquista de um ou dois seria de extrema importância para a equipe. Depois de se acovardar no City of Manchester, na semana passada, foi corajoso e audacioso, lançou o time à frente e jogou de igual para igual neste sábado, contra o United, em pleno Old Trafford. No entanto, mais do que a postura ofensiva, a sorte, a arbitragem, a capacidade de salvação da zaga e de Tim Krul foram essenciais para a conquista de um empate heróico.

Até perder Jonas Gutiérrez expulso, na segunda etapa, o Newcastle travava um duelo equilibrado com os donos da casa. Pelo primeiro tempo que fez, poderia, até mesmo, vencer o jogo. Organizado no 4-4-1-1, trabalhava muito bem a bola e tinha posse de bola incomum para visitantes em Manchester, cerca de 54 % ao final do primeiro tempo. Na defesa, posicionamento correto e desarmes precisos. Um time, definitivamente, muito difícil de ser batido.

Os defeitos do Manchester também ajudavam. Como a falta de participação dos pontas. Giggs recebia a bola no meio e era praticamente obrigado a fazer lançamentos longos para a dupla de ataque. Nem Nani nem Young davam opções. E tome bola pelo alto. Isso melhorou quando ambos passaram a trocar de lados frequentemente. Logo de cara, Nani quase marcou. Assim, além de confundirem a marcação, abriam mais o corredor para o apoio de Evra e Fábio, ambos muito bem na partida.

O duelo de boa parte do jogo: 4-4-2 dos donos da casa contra o 4-4-1-1 dos visitantes, muito dependente da posse de bola e de Ben Arfa.

Tanto é que o Manchester United só foi abrir um placar num lance de sorte. Após cobrança de falta na barreira, Wayne Rooney aproveitou o rebote e, de primeira, bateu forte de perna esquerda, de fora da área. Taylor tentou aliviar o perigo à frente do gol, mas a bola bateu em Chicharito Hernández e entrou: 1 a 0 United. O centroavante que peca muito nas finalizações de fora da área tem um faro de gol impressionante dentro dela.

Ao contrário do que era de se esperar, o Manchester não relaxou. Seguiu adiantando suas linhas, aproveitando os lançamentos de Giggs, a maior participação dos wingers Nani e Young, e pressionando o rival. Ao recuar para armar, como em alguns momentos da primeira etapa, Rooney abria muitos espaços na bem postada zaga do time alvinegro. E o Manchester crescia no jogo.

Demorou algum tempo para o time de Alan Pardew se recuperar. Com Bem Arfa cansado e sumido, a bola parava pouco no ataque e a criatividade praticamente inexistia. O time passava a depender muito da ligação direta para o ótimo Bemba Ba. Até que, aos 20, Bem Arfa voltou a aparecer. Caindo pela direita, como sempre gostou. Ele carregou a bola, invadiu a área e recebeu um carrinho lateral de Rio Ferdinand. O zagueiro inglês tocou na bola e depois no camisa 10 alvinegro. Não para o árbitro, que marcou um dos pênaltis menos pênaltis da Premier League. Melhor para o Newcastle, que tem um artilheiro nato, que dificilmente perde pênaltis. Ba, sempre ele: 1 a 1.

O jogo voltava a ter no equilíbrio sua principal característica. Pardew trocou Obertan, inoperante na segunda etapa, pelo insinuante Sami Ameobi, o mais novo da família. Não deu muito resultado. Aos 35, Jonás Gutiérrez pôs quase tudo ao perder, ao acertar Nani com um carrinho violento e desnecessário. Com menos um, a pressão dos donos da casa era iminente. Imediatamente, Pardew sacou Bem Arfa para a entrada de Lovekrands. O Newcastle se reorganizava no 4-4-1, e se defendia como podia

O Manchester tinha 10 minutos – mais os acréscimos – para desempatar o jogo. Mas a bola não entrou. Oportunidades não faltaram. Cruzamento da esquerda, com Young na bola. Cruzamento da direita, de Nani. Enfiada de bola por dentro…E nada. O Newcastle foi guerreiro demais. E tinha uma muralha no gol. E muitos guardiões à frente dela. Nos minutos finais, Simpson salvou em cima da linha, a trave salvou outras duas chances e Krul fez milagre. O ponto heróico conquistado em Manchester vale muito para Alan Pardew, que tem nas mãos um time guerreiro, organizado e surpreendente pelas peças à disposição.

 

 

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