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25/11/2011 / Boleiragem Tática

Monstruosa em Quito, LDU precisa provar que pode ser forte fora de casa

Poucos times são tão fortes dentro de casa como a LDU. Jogando na altitude de Quito, o time equatoriano raramente passa por dificuldades. Graças, principalmente, as características típicas da equipe há anos, como as bolas aéreas, os chutes de fora da área e as jogadas pelos flancos. Com o principal meia inspirado e o centroavante de bem com as redes, tudo se torna ainda mais complicado.

Que o digam os argentinos do Vélez Sarsfield, que sofreram em Quito nesta quinta-feira e acabaram derrotados por 2 a 0, com gols dos melhores em campo: Equi González e Hernán Barcos. Acuados pela pressão exercida pela LDU na maior parte do jogo, pouco assustaram e mereceram a derrota.

A vantagem de dois gols numa competição de mata-mata é muito boa. Torna o time vencedor do primeiro jogo, o favorito para o confronto geral. Mas pelo contraste que a LDU apresenta fora de casa nos últimos, seria totalmente incoerente cravá-la na final da Copa Sul-Americana deste ano. Ademais, o Vélez tem time e torcida para reverter os dois gols de diferença, em Buenos Aires, na semana que vem.

A missão é difícil, mas está longe de ser impossível. Seria muito mais árdua se a LDU jogasse na Argentina como joga em Quito, na altitude, o que raramente acontece. No 3-4-1-2, o time de Edgardo Bauza marca na frente sob pressão, dificulta a saída de bola do adversário e costuma ser ameaça ao gol rival durante boa parte dos 90 minutos.

Quando tem a bola, a equipe equatoriana abusa dos chutes de fora da área, privilegiados pela altitude. Num deles, Equi González abriu o placar. Além dos tentos de média ou longa distância, as bolas alçadas à área pelos alas Reasco e  Ambrosi, além das tabelinhas pelo meio ou pelas laterais entre o ótimo centroavante Barcos e os meias-atacantes Equi González e Miller Bolaños, também são muito perigosas.

O preparo físico da equipe é ainda mais impressionante. Não só para suportar os limites físicos impostos pela altitude. Mas também por permitir que quase todo o time marque a saída de bola, sob intensa pressão, aos 38 minutos da segunda etapa. E roube a bola de um time cansado, com ainda mais facilidade. A sequência da jogada é a tabelinha entre Equi e Barcos, e o gol do camisa 16, o centroavante da equipe.

Sem  a bola, o time se recompõe com rapidez. Contra adversários que têm meias abertos pelos lados, como o Vélez, que joga no 4-3-2-1, a LDU abre dois zagueiros pelo lado, deixando um na sobra. Nesta quinta-feira, Araújo ficou na sobra. Nos poucos momentos de ataques perigosos do time argentino, a marcação estava encaixada, sem erros de posicionamento. Outro ponto forte do time equatoriano.

Muito forte em casa, a LDU promete segurar o resultado em Buenos Aires. Sem muita motivação –  pois já está classificado para a Libertadores -, e com o elenco se desmanchando, o Vélez não parece ter muitas forças para reverter o panorama. Se buscar o ataque e tiver alternativas para furar a muito provável retranca equatoriana na Argentina, tem grandes chances de chegar à final.

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