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13/11/2011 / Boleiragem Tática

Vasco 2 x 0 Botafogo – O acerto de Cristóvão Borges e a nova virtude cruzmaltina

Preste atenção nos dois gols vascaínos na vitória deste domingo, por 2 a 0, sobre o Botafogo, no Engenhão. Principalmente na forma como eles começam. As roubadas de bola no meio de campo, seguidas por transições para o ataque de velocidade incrível, abriram caminho para o gol de Jefferson. E mostram para o país a nova virtude deste Vasco: marcação forte no meio de campo, buscando o desarme e o contra-ataque rápido.

Talvez até por essa nova característica de jogo do time é que Cristóvão Borges tenha optado por Fellipe Bastos no lugar de Juninho e por uma equipe sem centroavante de ofício. Além de povoar mais o meio de campo contra um time que trabalha a bola no campo de ataque e faz uso de bastante movimentação entre seus meias, possibilitou ainda mais a insistência dos jogadores em fazer uso dessa nova virtude. Deu muito certo.

A má fase alvinegra, por outro lado, parece não ter fim. O time que voou em todo o primeiro turno e em boa parte do segundo, encantando o país pelo seu jogo ofensivo e intenso no 4-2-3-1, hoje parece “manjado”. Nem mesmo as jogadas de linha de fundo, variando de lado, de Elkeson e Maicosuel, funcionaram. O resultado era perda de bolas frequentes no meio de campo, cedendo contra-ataques mortais para o time cruzmaltino. Como no primeiro gol vascaíno, quando o passe de Éder Luís terminou em gol de Fellipe Bastos, muito bem no jogo ate sair contundido na segunda etapa.

O segundo nasceu em outra roubada de bola. Houve quem disse que Jumar fez falta em Herrera ao tomar a bola do argentino. Este que vos escreve não acha. Acha melhor enaltecer a ótima jogada de Dedé, na sequência. Jogada que terminou em gol, servindo para mitificar ainda mais a figura de zagueiro e protagonista do time. Um monstro, de fato.

Não é errado dizer que o Vasco ganhou o jogo com o meio de campo. E roubando bolas dos meias alvinegros. Recuperar rapidamente a posse de bola, se possível já no campo de ataque, era o melhor caminho para surpreender o Botafogo de Caio Júnior. Fosse pelo fortíssimo lado direito do time – com Fágner, Allan e Éder Luís -, pelo meio ou até pelo lado esquerdo, reforçado por Felipe, que contou com mais liberdade graças à presença de Jumar na lateral-esquerda. Assim o Vasco ganhou o jogo.

 

Nem mesmo a expulsão de Rômulo foi suficiente para mudar o panorama da partida, controlada do início ao fim pelo time de Cristóvão Borges. Mesmo com um a menos, o Vasco continuou no controle. Marcando mais do que atacando, obviamente. Com Nílton no lugar de Bastos e Juninho no de Felipe, ate para valorizar mais a posse de bola.

Se por um lado Cristóvão tem um time motivado e bem montado à disposição, Caio Júnior terá que quebrar a cabeça para ajeitar o Botafogo. A começar pelo aspecto psicológico. Um time sem vontade não chega a lugar algum. Um time sem organização menos ainda. As mudanças devem ser urgentes.

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