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30/10/2011 / Boleiragem Tática

Grêmio 4 x 2 Flamengo – A acomodação rubro-negra e o erro de Luxa facilitaram a vingança gremista

Em meio à toda turbulência prevista para o reencontro entre a torcida gremista e o seu ex-ídolo, hoje vilão, Ronaldinho Gaúcho, houve pouca tensão num jogo bastante aberto e pouco faltoso na tarde deste domingo, no Olímpico. Depois de abrir 2 a 0 em contra-ataques bem armados, o Flamengo relaxou no jogo e deixou o time da casa crescer. Em duas boas jogadas de André Lima, o Grêmio empatou. Mais acuado ainda pelas mexidas de Vanderlei Luxemburgo, o Rubro-negro  ainda sofreu a virada com dois belos gols de Douglas e Miralles. Uma tarde perfeita para os gremistas “traídos” pelo camisa 10 rival.

Ao contrário do técnico rubro-negro, Celso Roth soube mexer. Ao invés de recuar mais o time, trocou um zagueiro com cartão amarelo por um volante. Em seguida, o perdido Júlio César por um Bruno Collaço mais constante. Por fim,  o apagado Escudero pelo brilhante Miralles. Alterações não tão inventivas, mas um tanto eficientes. Substituições que acabaram por definir a partida juntamente com as promovidas por Luxemburgo. Sobretudo uma: Thomás por Muralha.

É incrível como Luxemburgo tem mexido mal nos últimos jogos. Bastou sofrer o empate para se assustar e recuar o time. Se o desejo era dar mais proteção à zaga e daí a escolha por Muralha, então por que não tirar Renato Abreu, mal na partida? Ou até mesmo Deivid, quase sempre inoperante na frente? Tirar um dos melhores do time em campo, o garoto Thomás, que voava nos contra-ataques pelo lado direito foi um erro imperdoável.

No mesmo 4-2-3-1 do Grêmio, o Flamengo não marcava tão bem, mas saía com velocidade e inteligência para os contra-ataques no primeiro tempo, com Thomás de um lado, Thiago Neves centralizado e Ronaldinho deitando e rolando pela ponta-esquerda, atalho rubro-negro às costas de Júlio César. A tática de puxar Fernando ou Gilberto Silva como um terceiro zagueiro para liberar o lateral-esquerdo se virou contra Celso Roth. Nos dois gols, o contra-ataque rubro-negro surgiu por aquele lado, justamente nas costas do camisa 16 gremista.

Primeiro tempo: ambos os times no 4-2-3-1. Detalhe para o recuo de Fernando, quase sempre ele, como terceiro zagueiro para liberar Júlio César. Foi por ali que surgiram os dois gols rubro-negros.

Veio a segunda etapa e a eficiência da equipe no primeiro tempo deu lugar a um time sonolento com três volantes no meio-campo. Junto com Airton e Renato Abreu, Muralha não só entrou desligado como perdido taticamente. Por vezes, sobrava erradamente na marcação.

A troca de um garoto por outro, mais precisamente de um meia-atacante que estava bem no jogo por um volante que entrou mal, só piorou o panorama que já era preocupante àquela altura. Afinal, o eficiente primeiro tempo que o time rubro-negro havia feito, foi por água abaixo com os dois gols de André Lima, que selaram o empate no início da segunda etapa. O primeiro em falha típica do limitado Welinton. O segundo, bastante facilitado por Renato Abreu, que voltou a atuar boa parte do jogo como segundo volante.

Antes mesmo da substituição, o Flamengo já não era mais o mesmo. Nem de longe lembrava o time seguro da primeira metade do jogo. Parecia ter sentido o segundo gol. Como se os gols de Deivid e Thiago Neves nada valessem. Airton, por exemplo, que fazia partida simples, mas boa, não achava Douglas na segunda etapa. O contra-ataque já não tinha velocidade e o tradicional relaxamento do time, sobretudo em jogos fora de casa, se combinou novamente com a apatia. Assim como contra o Figueirense e o Internacional, ambos fora do Rio, o time sofreu o empate após abrir dois gols de vantagem.

Dessa vez a situação ficou ainda pior. Com o time ainda mais recuado e perdido na marcação, Douglas, já sem a companhia de Airton e às costas de Junior Cesar, acertou um chutaço, típico de seu preciso pé esquerdo: 3 a 2 Grêmio. A torcida inflamada e o adversário acuado eram ingredientes a mais para o quarto gol. O bom meia-atacante Miralles, que não vem apresentado o mesmo futebol do Colo-Colo, seu último clube, se inspirou em Douglas e, de perna esquerda, fez outro golaço: 4 a 2. A vitória estava selada. E a vingança a Ronaldinho, o melhor do Flamengo em campo, também.

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4 Comentários

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  1. Vicente Fonseca / out 31 2011 0:00

    Boa leitura, Lucas. Só uma correção: Miralles é segundo atacante e atuou pelo Colo Colo na última Libertadores.

    Abraço.

    • Boleiragem Tática / out 31 2011 0:19

      Muito obrigado, Vicente. Viajei colocando Universidad Católica. Não sei de onde tirei isso. Abração!

  2. Ralph Teixeira / out 31 2011 11:53

    Você foi indulgente com o Welington que virou as costas nos quatro chutes que atingiram as redes do goleiro Felipe. Zagueiro que marca de lado e “protege” o gol de costas… é patético, sobretudo em um clube de altos investimentos.

  3. Marciano / nov 11 2011 1:01

    Análise perfeita. Um retrato fiel do que aconteceu na partida e mais uma derrota creditada à sonolência e aos equívocos de Luxemburgo.

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