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28/09/2011 / Campo de 11

Edno cria um novo tipo de ‘falso-nove’

Edno no 4-2-3-1 da Lusa, que não contou, nesta terça, com Marco Antônio(vetado) e Ferdinando, que saiu contundido no início do jogo.

A Portuguesa não voltou a jogar tudo que sabe e pode. Contra um Goiás muito cauteloso, que se limitava a apostar nos contra-golpes, a Lusa fez 3 a 0 jogando de forma objetiva. Sem o brilho do primeiro semestre, quando recebeu o apelido de “Barcelusa”, numa alusão ao melhor time do mundo, o time de Jorginho tem, ao menos, uma virtude tática: Edno. Assim como Messi, o camisa 11 da Portuguesa é centroavante na teoria, mas não na prática.

A função criada pelo mítico húngaro Hidegkuti na Copa de 54 recebeu dos modernos o nome de “falso-nove”. Entre alguns exemplos recentes de jogadores que desempenharam esta função estão Totti, Messi, Tévez e Van Persie. No Brasil, são raríssimos os casos. O mais novo é Edno, lateral-esquerdo de origem, mas que achou no ataque a sua praia. Depois de brilhar entre o meio-campo e as pontas do campo, foi estimulado por Jorginho a ser uma espécie de “falso-nove”. E conseguiu. Não do jeito mais fácil.

Ao contrário dos autênticos “falsos-nove”, Edno não recua o posicionamento. Também querendo indefinir a marcação dos zagueiros, sai da área, mas não recua. Sai para um dos lados, passando a atuar momentaneamente como um ponta. Ora pela direita, ora pela esquerda. Em seguida, retorna para a área. Um novo tipo de “falso-nove”, igualmente eficiente, tanto dentro como fora da área.

É verdade que, por vezes, Edno recua. Mas são exceções à regra geral. Na maioria das vezes, ele migra para um dos lados do campo, buscando a linha de fundo ou o centro novamente. Isto serve principalmente para abrir espaços para quem vem de trás, já que normalmente um dos zagueiros o acompanha. E se não o faz, dá a possibilidade de Edno voltar com a bola dominada, de frente para o gol.

Essa movimentação não tira, porém, a presença de área de Edno. Quando um dos meias-extremos da Portuguesa alcança a linha de fundo, ele se posiciona como centroavante. Assim como nas subidas de Henrique, um ótimo segundo volante que lembra muito Ramires e suas arrancadas.

A Lusa é forte. Muito candidata à Série A de 2012.

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One Comment

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  1. Vine / set 29 2011 17:49

    Muito interessante tua análise. Porém acho que a função dele é diferente do tradicional falso-nove. Nesse caso parece ser coisa inédita mesmo. Um atacante com função de homem de área, ‘winger’ (abre pelos lados) e centraliza com o domínio da bola é algo que nunca havia visto ainda. Ele e Jorginho realmente entendem de tática.

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