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24/09/2011 / Boleiragem Tática

Manchester City 2 x 0 Everton – Cada vez mais visado, Roberto Mancini vence a retranca de Moyes com substituições

O Manchester City não tem o melhor ataque, nem a melhor defesa da Premier League. Ainda disputa ferozmente a liderança com o Manchester United. Mas de uma coisa, os Citizens podem gozar com exclusividade: jogam o melhor futebol da Inglaterra. E há um preço pago por isso: a atenção redobrada dos adversários. Neste sábado, diante do Everton, encontraram uma verdadeira muralha montada por David Moyes. Tudo para parar Agüero, Silva e Cia.

Durante toda a primeira etapa e por boa parte da segunda, os visitantes até que foram bem em sua missão defensiva. Num 4-2-3-1 nem um pouco ofensivo, o time da cidade dos Beatles abdicou totalmente de seu padrão de jogo, gastando boa parte dos 90 minutos atrás da linha da bola, marcando intensamente os donos da casa. Sem a bola, os onze jogadores ficavam antes do meio de campo – incluindo os jogadores mais adiantados do sistema, como Cahill e Fellaini, que se revezavam entre a organização pelo meio e a referência ofensiva. Eficiente durante toda a primeira etapa, a ótima marcação visitante só foi sucumbir no meio da segunda, com as mexidas de Roberto Mancini e os gols de Balotelli e James Milner.

Diante de uma retranca quase intransponível, não era possível esperar que o City desse show. Mesmo com a posse de bola e o domínio das ações da partida, o time não jogou o seu melhor futebol no sistema habitual(4-2-3-1, variando para o 4-4-2 conforme o posicionamento de Agüero, ora centroavante, ora apoiador)– o que não implica, porém, em dizer que o time jogou mal. Pelo contrário. Sempre vertical, a parte azul de Manchester tem motivos de sobra para acreditar no título nacional nesta temporada.

O City(de branco) e a retranca do Everton na primeira etapa: todos os onze jogadores voltavam para marcar sem a bola.

Principalmente pela eficácia de seu ataque e a riqueza de seu elenco. No caso de Dzeko estar mal na partida, sem conseguir abrir espaços e sequer finalizar pro gol, Balotelli pode ser uma boa opção. E sem perder em qualidade. Foi o que aconteceu neste sábado. O bósnio deu lugar a Mario Balotelli, que, com um chute de fora da área – a melhor alternativa encontrada pelo time de Mancini para vencer a retranca dos Toffes -, abriu o placar.

O interessante do gol é a maneira como ele acontece. Com os defensores do Everton muito bem postados e recuados, Balotelli precisou sair da área para abrir espaços e buscar alternativas. O espaço não veio. Mas veio Agüero, driblando 4 zagueiros, antes de deixar, de calcanhar, a bola limpa para o ganês naturalizado italiano. O chute de fora da área, perfeito em precisão, foi o diferencial de Balotelli para vencer a Muralha de Moyes.

Era uma das poucas alternativas que sobravam ao 4-2-3-1 de Mancini para vencer a covardia defensiva do Everton. Sem muito espaço para tabelas e jogadas de maior criatividade no campo de ataque, o jeito era apelar para a individualidade. Ou para os chutes de fora da área. Arriscar era a palavra-chave. E deu certo. Num misto das duas alternativas que sobraram ao time da casa. Primeiro com a jogadaça de Agüero, depois com o chute de Balotelli, que entrou para mudar o rumo do jogo, numa boa mexida do técnico italiano.

Com a vantagem no placar e uma melhor postagem em campo, os donos da casa beiraram o segundo gol. Com a marcação adiantada de alguns bons momentos do primeiro tempo e o tradicional senso de movimentação e trocas de posições do seu ataque, o time voou baixo como nos melhores momentos dessa temporada, ainda que por poucos minutos. O suficiente para impedir qualquer chance de reação do time de Liverpool.

David Moyes até tentou mudar o panorama que ele mesmo criou, desfazendo o defensivismo exagerado implantado antes da partida, com as entradas de Saha, Drenthe e do grandalhão grego Vellios. Deu ainda mais errado. O holandês ex-Real Madrid errou passe bobo na intermediária rival, gerou contra-ataque puxado por Silva e concluído por Milner, a outra substituição de Mancini. Bela assistência do espanhol, que foi muito bem na partida, mesmo diante da marcação chata e grudenta do jovem Rodwell, sua sombra durante todo o jogo.

Como o jogo terminou: ambos ainda no 4-2-3-1, mas com o Everton mais ofensiva, à busca de uma reação que não veio.

Cada vez mais visado, o City por vezes não consegue dar o máximo de si. Mas ainda assim é muito eficiente. É time, definitivamente, para brigar por todos os títulos que disputa nesta temporada. Time que tem goleiro, defesa, meio de campo, ataque…e elenco.

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