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12/09/2011 / Boleiragem Tática

No Fluminense, Abel Braga repete o losango campeão mundial pelo Inter em 2006

O losango colorado

O losango tricolor           

 

No título mundial de 2006, Abel Braga reiventou seus ideais com um meio-campo e algumas variações táticas interessantes. Cinco anos se passaram e ele pôde repetir o esquema no Fluminense, que neste domingo venceu o Corinthians, no Engenhão, e se mantém numa crescente excelente: já é quinto lugar no Brasileirão, mesmo sem jogar bem, um tanto pragmático.

Em ambos os casos, o esquema tático era o 4-3-1-2, bastante famoso no Brasil. Chamado por alguns de 4-4-2 à brasileira, este sistema confere ao time maior equilíbrio nas ações defensivas e ofensivas, além da abertura dos corredores para os laterais aproveitarem.

O curioso é que Abel mantém, além do desenho tático, a forma de execução da tática. Assim como Alex era um meia improvisado como terceiro volante no Inter campeão mundial, Marquinho faz muito bem essa função no vértice esquerdo do losango tricolor. Versátil, ele é meia de origem, assim como o hoje corintiano Alex.

No vértice da direita, um volante mais combatente é mantido por Abel. Em 2006, era Wellington Monteiro, que costumava auxiliar o primeiro volante – em ambos os times, Edinho – a marcar os meias criadores rivais. Hoje, passados cinco anos, Diogo é esse homem. O camisa 5 tricolor sempre foi cabeça de área, e tem na marcação sua grande virtude.

Como primeiro volante, Edinho tem comportamento parecido com o que tinha no time gaúcho há cinco anos. Além de qualificar a saída de bola e acompanhar o principal meia-atacante adversário, por vezes aprofunda o posicionamento, como um falso terceiro zagueiro. Esta função é mais comum no Fluminense, devido à fragilidade dos zagueiros cariocas.

A grande diferença de um time para outro, porém, se dá na criação de jogadas. O meia-articulador, figura comum ao esquema tático em questão, é sempre um meia-atacante. Ou seja, um meia criativo que costuma chegar à área rival com facilidade. No entanto, Fernandão em nada se parece com Lanzini. Por motivos básicos: Fernandão é centroavante de origem; Lanzini  foi criado no River Plate como um meia de lado de campo, o que na Inglaterra chamam de “winger”.

Mesmo assim, os dois deram certo. Fernandão era muito importante nas arrancadas e no entendimento com Alexandre Pato e Iarley. Com os dois, costumava tramar belas tabelas, esbanjando entrosamento. Fernandão, porém, nunca foi de acelerar o jogo como Lanzini. Nunca foi de carregar a bola, mudar o ritmo, verticalizar. São estilos diferentes que dão certos em times quase idênticos.

Para concluir, na frente outra semelhança: uma atacante de referência e outro que caía mais pelas pontas. No Inter, Pato se mexia mais do que Fred se mexe, o que não tira, contudo, a sua função de centroavante, definidor de jogadas.

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2 Comentários

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  1. Ronaldo Herszenhaut / set 12 2011 19:22

    Você é um cara bom, do bem,inteligente e vários adjetivos mais…
    Porém é torcedor de uma comunidade que torna-se exceção.
    Abração e Parabéns!

  2. paulo / set 16 2011 23:34

    parabéns, procurava no fred a resposta para ascensão tricolor mas concordo com vc, esta nova arrancada teve participação direta do abel que deu ao time uma postura de respeito e segurança.

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