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13/08/2011 / Boleiragem Tática

Xavi de primeiro volante, a melhor escolha para encaixar Fabregas no 4-3-3

 

A novela enfim terminou. E depois de anos, Fabregas finalmente voltou para o clube que o projetou para o futebol mundial. Por 40 milhões de euros, o Arsenal aceitou perder o seu grande cérebro, que chega ao Camp Nou com status de titular absoluto.

Tendo em vista o esquema tático desenvolvido por Pep Guardiola e levando em conta que o mesmo deverá ser mantido para a próxima temporada independente de quem chegue ou saia, achar um lugar para Cesc Fabregas pode não ser uma das tarefas mais fáceis. Isso porque o meia ex-Arsenal vem se caracterizando nos últimos anos por jogar como um meia de ligação, quase como um autêntico camisa 10.

No 4-3-3 catalão, essa figura não existe em termos táticos. Com um triângulo de base alta no meio de campo, a armação fica a critério de Xavi e Iniesta, os ótimos meias-volantes do time – que colaboram e recém a colaboração de Lionel Messi, o “falso-nove” de Guardiola.  Portanto, teoricamente não haveria espaço no time titular para o meia espanhol recém-contratado.

Na prática, é tudo bem diferente. Até porque é muito difícil imaginar Fabregas no banco de reservas. Não só pela bagatela de euros gasta no seu passe, mas também pelo esforço da diretoria do clube em contar com o meia. Isso sem falar na provável pressão exercida pela torcida, que se mostra cada vez mais eufórica com o retorno de Cesc.

E no lugar de quem Fabregas entraria? Por um processo de eliminação de alternativas, se chega facilmente à resposta final. Afinal, em prol da manutenção da formação tática, fica evidente que quem perderá a vaga entre os 11 titulares será alguém do meio-campo. Depois, está mais do que definido de que Xavi não será esse cara. E, pelo que vem jogando nos últimos anos, Iniesta também não. Sobra, portanto, para Busquets, o primeiro volante de Guardiola.

Mas se não quiser sacar o jovem marcador da equipe, Guardiola poderá recorrer a uma improvisação que vem se tornando comum no seu time: puxar Busquets para a zaga, no lugar do desgastado Puyol, cada vez mais próximo do fim da carreira. Nesse caso, Mascherano é quem sentará no banco de reservas.

Com Fabregas no meio de campo, Xavi seria o primeiro volante. Como foi em grande parte de seus anos barcelonistas, quando era, inclusive, apontado como o “novo Guardiola”. E o time ganha ainda mais em criatividade e posse de bola, aumentando, ainda mais, a sua já imensa capacidade ofensiva. Além da saída de bola, melhorada pelo passe certo de Xavi, o melhor passador do mundo atualmente.

E sem perder Messi. Pois, assim, o craque argentino continuaria exercendo a função que melhor lhe cabe. Agora, com a bola, podendo contar com a companhia de mais um meia extremamente criativo.

Fabregas não vai jogar tão solto como jogou na maior parte de seus anos de Arsenal. Terá, na verdade, quase a mesma função que teve em boa parte de suas atuações com a camisa da seleção espanhola. Ou seja: terá que também se dedicar na marcação, no cerco aos volantes-meias rivais e afins, o que não impede, obviamente, que Fabregas, com a bola, tenha a liberdade necessária para avançar, carregar a bola, pensar o jogo. E deixar o time ainda mais atacante.

Apesar de parecer um tanto quanto “suicida” a opção por um time, teoricamente, sem um volante marcador e um meio de campo bastante criativo, leve, atacante, por se tratar do Barcelona da atualidade, a cautela excessiva é totalmente desnecessária. A explicação é simples: devido ao atual estilo de jogo catalão, que mescla ocupação em larga escala do campo de ataque com intensa movimentação, trocas de passe e valorização da posse de bola através das chamadas “pequenas sociedades”(as famosas trincas de tabelas), é possível para o Barcelona jogar dessa forma.

Por fim, seria um absurdo dizer que Fabregas nada tem a acrescentar ao Barcelona dentro de campo. Por mais que muitos insistam em dizer que ele não tem, no sangue, o “DNA” do atual time, é inegável o seu talento, a sua técnica, o seu posicionamento, a sua facilidade para decidir jogos complicados e tudo que o faz um dos melhores meias da Europa.

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