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10/08/2011 / Boleiragem Tática

Alemanha 3 x 2 Brasil – Erros antigos diante de uma seleção muito superior

O Brasil todo tem a exata noção de que André Santos não pode ser titular da lateral-esquerda. São poucos os brasileiros que conhecem profundamente e acompanham assíduamente Fernandinho na gelada e distante Ucrânia. São poucos os brasileiros que convocariam  Renato Augusto.

Mano é brasileiro, mas não segue a corrente. Além de insistir em erros antigos, escolhas ultrapassadas, não consegue cumprir sua principal promessa de reformulação. Já se passou um ano desde aquele amistoso de estréia, contra os Estados Unidos, e nada mudou. Aquela partida, inclusive, foi a única boa apresentação da Seleção, que, nesta quarta, se viu dominada por uma Alemanha absurdamente superior em todos os 90 minutos.

O curioso é que, ao contrário do que prometera em sua apresentação oficial, em julho de 2010, Mano não conseguiu criar uma base sólida de renovação. Hoje, o time joga no 4-2-3-1, variando para o 4-3-3 muitas vezes, num desenho tático bem parecido com o da era Dunga.

E não é só taticamente que a atual seleção se parece com a de Dunga. O modelo de jogo é, rigorosamente, idêntico: marcação bem executada, saída rápida nos contra-ataques e dependência de brilho individual. E só. Um time pragmático como era o de Dunga, criticadíssimo pela imprensa e torcida, mas que, na prática, dava muitos resultados e títulos.

Problemas antigos como esses minam cada vez mais o time de Mano. Contra uma Alemanha entrosada e animada, montada pelo ótimo Joachim Löw no 4-2-3-1, a derrota por somente um gol de diferença(3 a 2) foi pouco em relação ao que foi o jogo. Muito pouco pelo que jogaram Schweinsteiger e Götze, os protagonistas da partida.

Com Fernandinho no lugar de Ganso, a ideia de Mano era neutralizar o lado direito alemão. Assim, Daniel Alves cuidaria de Podolski e o meia do Shakhtar Donetsk, do ofensivo lateral Philipp Lahm. Na prática, deu tudo errado. Assustado, Fernandinho foi totalmente inoperante, e Lahm jogou livre e solto, sendo ótima opção pelo lado direito.

O Brasil no 4-2-3-1 bem parecido com o de Dunga, variando para o 4-3-3, e a Alemanha no seu habitual 4-2-3-1, de muita movimentação ofensiva.

Se não bastasse, pela esquerda e pelo centro, Götze deitava e rolava. A marcação brasileira demorou para acertar e os alemães agradeceram. Os primeiros 20 minutos foram de intensa pressão no campo de defesa canarinho.

Para piorar, a saída de bola não funcionava, como há muito tempo vem sendo. Assim como ainda não houve a tão esperada marcação sob pressão no campo de ataque, prometida por Mano, mas jamais cumprida. A Alemanha, sim, marcava assim. E roubava bolas, criava, dominava o jogo à base dos desarmes no campo de ataque e na ótima troca de passes aliada às trocas de posições que configuram um bom 4-2-3-1.

Aproveitando-se do péssimo início de jogo brasileiro, os alemães abriram 2 a 0. E relaxaram. Foi quando o Brasil melhorou. Ainda sem muita velocidade pelos lados, mas melhor na marcação. Com Ramires e Ralf melhores no cerco a Götze e nos desarmes. Numa das raras subidas de Daniel Alves, pênalti para o Brasil. Robinho empatou o jogo. Parecia que a Seleção entraria, enfim, no jogo.

Mano acreditou na virada. E, finalmente, trocou o inoperante Fernandinho por Ganso. E o esgotado Pato, que perdeu a grande chance da Seleção por excesso de preciosismo, por Fred. Nem houve tempo para alguma melhora. Logo em seguida, André Santos perdeu a bola dentro da área para Schweisteiger, que tocou para Schürrle marcar o terceiro alemão. Uma injeção de desânimo para quem ainda acreditava.

Ainda teve o belo gol do sumido Neymar, nos acréscimos. Com febre e dor de garganta, não se podia esperar muito do garoto. Aliás, não se pode pôr nas costas de um moleque de 19 anos a responsabilidade de ser o astro da Seleção.

Entre erros antigos e invenções desnecessárias, Mano Menezes está, a cada dia mais, com o nome mais desgastado à frente da seleção brasileira. Em outro paralelo à era Dunga, a palavra coerência ganha espaço. Se o ex-treinador a usava a seu favor, com razão, o atual faz ao contrário. É preciso mudar para vencer.

 

 

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One Comment

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  1. paulo / ago 31 2011 17:07

    vejo cada vez mais que os antigos mestres do futebol tinham razão. quem ganha jogo é o meio campo. Nossos atacantes estão cada vez mais inoperantes, existem exceções, mais precisamente uma, neymar, com adriano em forma psíquica e física seria outra boa opção, mas voltando ao meio, lembro de alguns laterais que viraram meias, puro excesso de talento, se técnico fosse faria isso, acabaria com os laterais e poria cinco meias de talento e vigor, coisa difícil mas não impossivel, willians, marcos assunção, renato abreu são bons exemplos, voltaria com o antigo líbero para dar proteção a zaga e dois atacantes que acertem a bola, que poderiam ser treinados com os exemplos de romário e ronaldo, evidenciando a calma deles nas finalizações, assim acho que temos chances de levantar o caneco em casa, do contrário nada ganharemos. definitivamente não estamos em época de inventar e sim treinar, dar conjunto e sequencia ao que tivermos de melhor.
    bj

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