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30/06/2011 / Boleiragem Tática

Bahia 0 x 1 Corinthians – O erro antigo do Tricolor, que sentiu muito os desfalques, definiu o jogo

Desde o primeiro jogo, contra o América-MG, na Arena do Jacaré, o Bahia tem na saída de bola o seu principal problema. Contra o Corinthians, nesta quarta-feira, viu pontos importantes irem para o ralo graças a um erro do promissor zagueiro Paulo Miranda na saída de bola. O jovem perdeu a bola na jogada que acabou resultando no pênalti do goleiro Marcelo Lomba em Liédson. Pênalti discutível, mas existente, na opinião deste que vos escreve.

O gol de Chicão deu uma tranqüilidade excelente para o Corinthians trabalhar a bola, se impor e dominar o jogo em todo o primeiro tempo. Com as linhas compactadas, o time de Tite conseguia acabar com os espaços do ataque baiano e ultrapassar a linha do meio de campo com poucos toques.

Primeiro tempo: Ambos nos seus habituais esquemas; detalhe para a ofensividade de Ávine, mais ala do que lateral, graças à cobertura do volante Fahel.

Mesmo quando o Bahia tinha a bola, o Corinthians raramente dava espaço. Ralf e Edenílson, os volantes do costumeiro 4-2-3-1 de Tite, anulavam Ricardinho, o que atrapalhava ainda mais a criação ofensiva tricolor. Nem mesmo a tradicional válvula de escape do time, o lateral-esquerdo Ávine, que voltava de lesão, funcionou. No duelo particular com Wélder, alternou bons e maus momentos.

Precisando buscar o empate, o Bahia saiu para o jogo. Aos trancos e barrancos. Do jeito que dava. Quase sempre na base da ligação direta. No alto, até que Júnior ganhava dos zagueiros corintianos, mas sentia falta da companhia de Gabriel, o jovem atacante escalado para infernizar Fábio Santos, mas que, durante o primeiro tempo, nada fez. Sequer acompanhou o lateral nas suas subidas ao ataque, complicando a vida tricolor pelo seu lado.

No 4-3-1-2 armado por Renê, o time sentiu falta de um meia capaz de pensar e executar o jogo e um atacante que buscasse e abrisse espaços para quem vem de trás, se movimentando pelo campo, participando do jogo. Pode-se dizer que o Bahia sentiu falta de Carlos Alberto e Jóbson. Como se o time tivesse perdido seu padrão, sua maneira de jogar. Ricardinho não conseguia armar o jogo, mal recebia a bola, já estava cercado. E o time se complicava.

Menos mal que, já na metade final do primeiro tempo, Renê conseguiu acertar a marcação da equipe. Fahel passou a anular Willian, Marcone colou em Danilo e Marcos duelava com Jorge Henrique na ponta-esquerda corintiana. Mesmo assim, com a bola nos pés, o Corinthians conseguia, ao menos, controlar o jogo. A posse de bola do time paulista foi fundamental para que o Bahia não se criasse para cima da equipe.

No segundo tempo, Renê resolveu mexer. Sacou Ávine, colocou Maranhão. Fahel passou a ficar definitivamente na lateral-esquerda. Antes, era volante pelo lado, e recuava para marcar Willian. Agora, era um lateral-defensivo, como havia na Inglaterra antigamente. Com Maranhão na articulação, até Gabriel cresceu de produção. Os dois deram velocidade e movimentação ao sistema ofensivo baiano. E o time ganhou volume de jogo.

Segundo tempo: Mudanças no Bahia surtiram efeitos, time passou a jogar no 4-2-3-1, mas continuou parando no craque do jogo, o goleiro Júlio César.

Só faltava, na verdade, Ricardinho entrar no jogo. Houve até alguns lampejos do camisa 80, mas nenhuma sequência notável de jogadas. Com Nikão em seu lugar, o time partiu de vez para o ataque. Com muita velocidade na transição, assustando o Corinthians, que já tinha em campo os inoperantes Alex, que fez sua estreia com a camisa alvinegra, e Emerson. Sorte de Tite que seus volantes faziam boa partida e que seu goleiro estava numa noite esplendorosa. Júlio César fez defesas incríveis, e acabou como o grande responsável pela vitória corintiana.

Independente da falha individual, o Bahia carece de um padrão de jogo. Ou de alguns jogadores em especial. Como Carlos Alberto ou Lulinha para articular o jogo, e Jóbson no ataque. Num campeonato de pontos corridos, ter elenco é fundamental. E mais ainda conseguir criar uma maneira de jogar. Renê Simões terá trabalho para alcançar esse feito. Mas quando chegar a ele, com certeza será grande a chance de seu time deslanchar.

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