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20/06/2011 / Boleiragem Tática

Ademilson, o encaixe perfeito do 4-2-3-1 de Emerson Ávila

O 4-2-3-1 da garotada brasileira

Na estréia do Mundial Sub-17, contra a Dinamarca, em Guadalajara, a Seleção Brasileira fez sua melhor apresentação no ano, após um Sul-Americano bastante irregular e desanimador. Salvo raros sustos, sobretudo no início da partida, em falhas do sistema defensivo, o time se portou de forma elogiável, atacando com freqüência e aproveitando todo o talento do garoto Ademilson, do São Paulo, a mais recente descoberta de Emerson Ávila.

Rápido, ágil, o novo camisa 9 da Seleção de Ávila se movimenta muito no ataque, abrindo espaços para quem vem de trás e aparecendo sempre para jogar. Com uma capacidade de finalização acima da média, provou que os 21 gols no Campeonato Paulista da categoria neste ano não foram por acaso. Logo na sua estréia com a camisa amarelinha, fez dois, deu passe para o outro e, de quebra, foi, de forma unânime, eleito o melhor da partida.

Se faltava um complemento para a Seleção, ou melhor, uma referência, não falta mais. Ademilson se encaixa perfeitamente no 4-2-3-1, que tem em uma de suas premissas básicas possuir, como referência, um atacante que se movimente, inclusive trocando algumas vezes de posição, fazendo incursões pelo campo, tabelas e interagindo bastante com os três meias. É o que Ademilson mostoru que sabe fazer nesta segunda-feira.

Outra premissa básica do sistema preferencial de Mano Menezes, adotado por Emerson Ávila, é a constante troca de posição dos meias, o que pôde ser visto logo na estréia. Guilherme, Lucas Piazon e Adryan souberam ser muito inteligentes taticamente, movimentando-se de um lado por outro, trocando de funções e confundindo a zaga rival.

Dos três, Adryan foi quem esteve melhor. Participativo, começou o jogo na ponta-esquerda, mas não cansou de cair pelo meio à procura da bola. No segundo tempo, ficou entre a faixa central do campo e o lado esquerdo, por onde fez ótima Copa São Paulo de Juniores no início do ano, conquistando o título pelo Flamengo.

Piazon não foi mal. Buscou o jogo, se aproximou de seu companheiro de clube Ademilson, mas ainda pode render bem mais. Sem dúvidas, ainda está um pouco distante de provar a bagatela gasta pelo Chelsea em sua contratação, no início de 2011.

Quem realmente esteve muito aquém do que pode render foi o meia vascaíno Guilherme. Aberto pelo lado direito, pouco se mexeu no campo e se limitou a jogar de forma burocrática. Apagado, acabou substituído no meio do segundo tempo, quando sentiu câimbras. Nem mesmo com a vantagem no placar, Guilherme se soltou.

Outro que foi mal foi Ernâni, o segundo volante, na teoria, do sistema proposto por Ávila. O polivalente meio-campista do Atlético Paranaense começou o jogo perdido no cerco a Norgaard e sequer aproveitou os espaços deixados por este para subir o ataque, problematizando a transição de bola da defesa para o ataque no time brasileiro. Sorte dele que Marlon Bica, o primeiro volante, não comprometeu e, mesmo tendo dificuldades em parar o ótimo Fischer, fez boa partida.

Depois de não causar boa impressão nos brasileiros no Sul-Americano da categoria, a Seleção Sub-17 volta com tudo no Mundial. Com um baita reforço no ataque, o time parece, enfim, ter encaixado. Ponto para Emerson Ávila e toda sua comissão técnica.

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