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29/05/2011 / Boleiragem Tática

Atlético Goianiense 0 x 1 Fluminense – Vitória consistente prepara o terreno para Abel Braga

Primeiro tempo: Dragão no 4-3-1-2, Flu no 4-2-2-2.

Por mais uma vez na temporada, o Fluminense não jogou um bom futebol. Em nenhum momento da partida desde domingo, jogou de forma envolvente. Mas foi absurdamente consistente, sobretudo na defesa. E, com um gol resultante de bola parada, jogada treinada exaustivamente sob o comando de Enderson Moreira, decidiu a parada contra o limitado Atlético Goianinense. Mais do que os três pontos, a vitória é fundamental para arrumar a casa para o novo treinador, que deverá chegar daqui a duas semanas.

Mesmo sem Abel Braga provavelmente até a quarta rodada, o duelo marcou a despedida de Enderson Moreira do cargo de treinador do clube. Leomir Silva, auxiliar do treinador campeão do mundo pelo Internacional em 2006, deverá comandar o Fluminense até lá.

Se não teve tanto brilhantismo no ataque, o Fluminense foi muito bem na defesa. Sem dar chances para os atacantes rubro-negros, Leandro Euzébio e Gum foram absolutos em todos os 90 minutos, assim como Edinho e Valência, este último o melhor jogador da primeira etapa, quando anulou Felipe. Como se não bastasse a boa exibição na zaga, Leandro Euzébio foi para a área ajudar, também, o ataque. Acabou decidindo o jogo. Com direito à assistência de Valência.

O gol logo no início da primeira etapa deu tranquilidade ao Fluminense, que também pôde contar com a inoperância ofensiva de boa parte do time goiano. Armado no 4-3-1-2 por Paulo César Gusmão, o Dragão não conseguia ser incisivo no ataque. Vitor Júnior, o camisa 10, caía muito pela ponta-esquerda, na tentativa de fugir da marcação de Edinho, e acabava se escondendo do jogo no primeiro tempo.

Para piorar, Felipe, arma essencial do ataque rubro-negro na temporada, ia mal. Anulado por Valência na primeira etapa, trocou de lado na segunda, mas nada mudou. Dessa vez, passou a ser vencido por Edinho, outro monstro no combate. Enquanto isso, Vitor Júnior tentava fazer seu jogo pelo meio. Nas poucas vezes que teve liberdade para pensar, não conseguiu deixar Marcão em condições de marcar. No fim, chegou a arriscar bom chute de fora da área, mas para fora. Foi participativo. E só.

A troca de tempo e de lado não mudou o panorama do jogo, que era lento e feio de se ver. E que tinha o Fluminense no comando das ações. Ainda sem empolgar, o Tricolor continuava bastante consistente na marcação e saía rápido para os contra-golpes. Com Fernando Bob no lugar de Deco, podia se esperar um time mais cauteloso, mais retrancado. Ledo engano. O Flu manteve a pegada e continuou buscando o segundo gol. Postura elogiável.

Como terminou.

E o Atlético seguia sem perspectivas de empatar o jogo. Dependia muito do marcado Vitor Júnior, um meia-atacante que está longe de ser craque mas esbanja movimentação, agilidade e força de vontade. Mesmo com as mexidas de PC Gusmão, o time continuou sem conseguir sufocar o Flu. Foi assim até o fim. Sequer uma pressão o Atlético conseguiu esboçar. Fraco, parece ser um dos grandes candidatos ao rebaixamento.

Por outro lado, o Fluminense ganha força e volta a merecer a atenção dos outros times na competição. A consistência defensiva, a boa atuação de Deco, alguns lampejos interessantes de Conca e, principalmente, o moral elevado pela vitória podem ajudar muito o início de trabalho de Abel Braga. Com o terreno preparado, ele tem tudo para moldar o seu time ideal e fazê-lo brigar pelo bicampeonato nacional.

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