Skip to content
26/05/2011 / Boleiragem Tática

Avaí 0 x 2 Vasco – Gol relâmpago abriu caminho para o show cruzmaltino na Ressacada

Jogar pelo empate, em Copa do Brasil, nem sempre é uma tarefa fácil. Mesmo que o jogo seja em casa. Afinal, qualquer gol sofrido pode pôr tudo a perder. E foi exatamente assim que o Avaí viu a vaga que tinha nas mãos antes do segundo jogo escapar em plena Ressacada. O gol contra de Révson, logo aos 3 da primeira etapa, desnorteou o time de Silas, que se perdeu ainda mais em campo após o segundo vascaíno, uma pintura de Diego Souza.

Porém, bem montado e sobrando em campo, o time comandado por Ricardo Gomes e regido pelo maestro Felipe merece, também, ser exaltado não só pelo feito no início jogo, mas pela ótima apresentação durante toda a partida. Corajoso, não mediu forças para ir ao ataque, mesmo fora de seus domínios. E acabou recompensado com a vaga para  final que não chega desde 2006, quando perdeu para o Flamengo, no Maracanã, os dois jogos.

Tudo começou na cobrança de falta de Felipe, aos 3 do primeiro tempo. A bola acabou desviada pelo mesmo Révson que marcou contra o próprio gol pela segunda vez no ano. A segunda vez na Copa do Brasil. Diante do São Paulo, pelas quartas, ele já havia “marcado”. Naquela vez, no entanto, o time soube não se intimidar e não acusou o golpe. Nesta quarta, o contrário. Abalado, o Avaí se perdeu em campo.

Organizado no seu habitual 3-4-1-2, o Avaí marcava ao melhor estilo Silas: homem a homem. Os alas batiam com os laterais rivais; Acleisson fazia o possível para cercar Felipe; Marcinho Guerreiro colava em Diego Souza; e o trio de zaga se revezava nos combates a Alecsandro e Éder Luís, a dupla de ataque inicial vascaína. No papel, uma estratégia interessante para neutralizar o 4-3-1-2 cruzmaltino. E, de fato, era.

Primeiro tempo: Avaí, já com as mexidas de Silas, no habitual 3-4-1-2, mas com Marquinhos de segundo volante; Vasco no 4-3-1-2 que começou partida.

Porém, o gol contra de Revson pôs, definitivamente, tudo a perder. Nada dava certo mais. E, pra piorar, Éder Luís voava sobre o setor de Julinho e Gustavo, enquanto Felipe deitava e rolava sobre Acleisson e Marcinho Guerreiro não conseguia acompanhar o disposto Diego Souza, o melhor em campo, autor do gol mais bonito da competição até aqui.

O que já era ruim, ficou pior ainda quando Silas também se perdeu. Nervoso e abatido, era a personificação do time. Resolveu, então, mexer. A intenção era dar mais volúpia a um time pouco incisivo e intenso no ataque. Com 30 minutos de jogo, tirou o volante Acleisson, que, sem a bola, tomava um baile de Felipe, mas, com ela, fazia ótima partida, munindo bem Marquinhos Gabriel, Marquinhos e William, e pôs o inoperante Rafael Coelho, pífio em campo. Péssima alteração.

Além de não resolver os problemas de frente, tirou o poder de criação de Marquinhos, que, agora recuado, teria que cercar Felipe e ser o responsável pela armação no time catarinense. Teria, na verdade, que ser um super-herói. E Marquinhos está longe de ser algo parecido. O resultado não poderia ser outro senão um buraco na marcação do time da casa. E ainda mais liberdade para Felipe, o maestro de um time intenso e corajoso.

Mas foi dos pés de Alecsandro, após linda tabela com Éder Luís, sempre um tormento para os zagueiros rivais, que saiu o passe milimétrico para o gol de Diego Souza. Gol não, golaço. Nem precisava de uma pintura de tamanha beleza para coroar uma atuação que já era de gala. Sobrando entre o meio e o ataque, certamente fará Marcinho Guerreiro ter pesadelos nesta noite. Se não bastasse o talento e a força física no duelo com os defensores, esbanjava disposição. Guerreiro. Craque. Decisivo como há muito não era. Sem dúvidas, o melhor em campo.

Contudo, não foi só Diego Souza e Felipe que fizeram a alegria da torcida vascaína. Mesmo perdendo algumas chances claras de gol, Alecsandro foi um gigante no ataque vascaíno. Brigador, driblador, passador. Só não foi também como finalizador. Mas lutou como nunca. Sua melhor atuação com a camisa vascaína. Assim como Eduardo Costa, um monstro no combate, a precisão em pessoa no primeiro passe. Formou excelente trio com Felipe e o regularíssimo Rômulo.

Nas laterais, Allan e Ramón – posteriormente Márcio Careca – não comprometeram. No gol, a muralha de sempre. E, para deixar ainda mais brilhante a atuação coletiva, Dedé e Anderson Martins se deram ao luxo de não errar nada. Nada. Absolutos no combate aos inoperantes Rafael Coelho e William.

Jogando o fino da bola, o Vasco encerrou o primeiro e iniciou o segundo tempo. Mas cansou. Foi a hora do Avaí pressionar. Ainda desorganizado, ainda nervoso, mas corajoso, tal qual a equipe carioca. Mesmo assim, o time de Ricardo Gomes ainda contava com a ajuda da sorte. Raro privilégio. Ficou, literalmente, impossível para o Avaí, que se lançava à frente no 3-1-4-2, mas carecia de poder de definição de jogadas.

Como terminou: Com as mexidas, o Avaí passou a atuar no 3-5-2 - atacando no 3-1-4-2 -, enquanto o Vasco se reorganizava, com Bernardo no lugar de Éder, no 4-3-2-1, a famosa "Árvore de Natal".

A criação até que acontecia, quase sempre nos pés de Estrada, Marquinhos ou Julinho. Mas a bola não chegava aos atacantes. E, quando chegava, eles passavam longe de assustar Fernando Prass. O jeito era arriscar de fora da área. Mas com a entrada de Jumar no lugar do esgotado Felipe, os espaços acabaram. E, então, já era tarde. O jogo era do Vasco.

A verdade é que o Gigante da Colina podia – e merecia – ter matado o jogo com um terceiro gol. Não faltaram oportunidades. Alecsandro, Diego Ssouza e Bernardo – que entrou no lugar do contundido Éder Luís – cansaram de desperdiçar chances de gol. Sorte que o Avaí não conseguiu pôr fogo no jogo com um gol no final. Seria a senha para a Ressacada virar um caldeirão e o jogo uma panela de pressão.

Todavia, o destino já havia sido escrito há muito tempo. Mais precisamente aos 4 da primeira metade de jogo. Ali, o Vasco construiu sua classificação. Não é fácil jogar Copa do Brasil. Independente de onde seja o jogo decisivo, é sempre bom marcar gols. Coragem, talvez, seja o grande segredo para o sucesso no torneio nacional, que será decidido nas próximas duas semanas por dois gigantes do futebol brasileiro. Que vença o melhor entre Coritiba e Vasco.

Anúncios

One Comment

Deixe um comentário
  1. paulo / maio 26 2011 17:15

    desta vez o vasco chega para final no momento certo, o time parece estar perto do ápice, motivado e entrosado, ao contrário da vez em que perdeu para o flamengo, ocasião que foi obrigado a dar uma pausa para a copa do mundo e no regresso já não tinha a mesma pegada, acabou perdendo para um flamengo mais preparado para o mata-mata, e por que não dizer sortudo como sempre.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: