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06/05/2011 / Boleiragem Tática

Coritiba 6 x 0 Palmeiras – Um atropelamento histórico

Ambos os times começaram a partida no 4-2-3-1, com marcações encaixadas.

Campeão carioca invicto, o Flamengo está sem freio na atual temporada. Mesmo sem ter a badalação de um time comandado por Luxemburgo e que conta com craques como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, o Coritiba faz frente ao Rubro-negro. Tem a mesma invencibilidade e, de quebra, uma sequência histórica de 24 vitórias.

Nesta quinta-feira, goleou o Palmeiras de Felipão, em casa, pela Copa do Brasil, por incríveis 6 a 0. Se há um bonde embalado no Rio de Janeiro, pode-se dizer que, em Curitiba, o Expresso do Couto Pereira mantém velocidade máxima em todos os torneios que disputa.

Sem freio, o Coxa entrou em campo disposto a dificultar a vida palmeirense na volta, em São Paulo. Conseguiu muito mais. Praticamente eliminou a segunda partida, com uma goleada histórica, épica, simplesmente a maior da carreira de Luiz Felipe Scolari.

Nem mesmo o espelhamento no esquema rival facilitou a vida do clube paulista. Até mesmo nos duelos individuais, o Palmeiras levou um baile. Léo Gago engoliu Assunção, assim como Leandro Donizete, sem quase nenhum esforço, anulou Lincoln. Pela direita, Jonas ganhou facilmente o duelo com Luan, assim como Rafinha deitou e rolou sobre Rivaldo. No lado oposto, Lucas Mendes subiu pouco ao ataque, o suficiente para vencer o embate com o jovem apagado Patrik. Mais à frente, improvisado na meia-esquerda, Anderson Aquino fazia João Vítor de gato e sapato. Goleada em todos os aspectos.

Coritiba e Palmeiras começaram a partida de forma opostas. Enquanto o time paulista se defendia, agrupando os meias e volantes no campo de defesa, a equipe paranaense se lançava ao ataque. Quase sempre pelos lados, com Rafinha pela direita e Anderson Aquino pela esquerda. Mas foi do centroavante Bill que saiu a primeira grande chance do jogo, em cabeçada de Emerson, para fora.

Na bola aérea, o domínio paranaense era ainda mais intenso do que com ela no chão. Em escanteio cobrado por Rafinha, Emerson abriu o placar, ao subir livre de marcação. Foi a senha para o Palmeiras sair para o jogo. Responsáveis pela cobertura dos laterais, volantes jamais podem subir juntos ao ataque. Marcos Assunção e Márcio Araújo ignoraram uma das máximas dos treinadores brasileiros. Em chute errado do segundo volante paulista, o contra-ataque coxa-branca surgiu. Com poucos toques, a bola chegou a Bill, que esqueceu o 9 que tem às costas e, como um verdadeiro camisa 7, serviu Davi, o 10 do time, que não perdoou: 2 a 0.

Felipão parecia prever o futuro quando pediu para que o time administrasse a até então regular desvantagem no placar. O pior ainda estava por vir. E veio em chute de Léo Gago, o melhor em campo, eficiente na marcação, um monstro nos passes e lançamentos. A bola ainda desviou em Danilo antes de encobrir Marcos. 3 a 0 em 45 minutos: surpreendente.

Para a segunda etapa, Felipão mexeu: sacou Patrik e João Vítor para as entradas de, respectivamente, Wellington Paulista e Chico. O time passou a atuar no 4-2-2-2, com dois meias e dois atacantes. O centroavante ex-Cruzeiro começou bem a segunda metade da partida. Chegou a fazer boas tramas com Kléber. Mas o meio de campo palmeirense continuava morto. Omisso. Como em boa parte da Era Felipão.

E pra piorar, a defesa vivia um de seus piores dias. Atrasado e displicente, Márcio Araújo “coroou” sua péssima atuação com um pênalti infantil em Bill. O próprio centroavante coritibano bateu, sem chances para Marcos. Era o quarto de um pesadelo que parecia cada vez mais interminável. E era. Irritado pelo baile que levava de Rafinha, Rivaldo apelou para a violência, com uma cotovelada desleal no camisa 7 paranaense. Expulso merecidamente.

Se com 11, o Palmeiras já tomava um baile, com 10, então, a coisa ficou ainda mais preta. Intenso, sem freio, o time comandado por Marcelo Oliveira não tirou o pé do acelerador. Com Geraldo e Willian nos lugares de Rafinha e Leandro Donizete, o ritmo só aumentou.

Nos acréscimos, o caixão paulista, enfim, foi fechado. O angolano Geraldo, um autêntico “reserva de luxo”, fez o quinto. Um minuto depois foi a vez de Anderson Aquino, um tormento para Márcio Araújo e João Vítor pelo lado direito da alviverde paulista durante todo o duelo, anotar o seu.

A goleada histórica praticamente classifica o Coritiba para as semifinais. A possibilidade de um duelo de invictos, nas semifinais, diante do Flamengo, promete muito. Um verdadeiro choque entre um bonde e um expresso. Só não vale usar os freios.

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One Comment

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  1. bonde do mengão / maio 8 2011 13:13

    o BONDE SEM FREIO DO MENGÃO PAROU!

    oferecimento: pastilhas de freio Ceará Sporting Clube
    Patrocínio: GERAAAAAAAAAAAAAAALDO

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