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17/04/2011 / Boleiragem Tática

Os trunfos e as variações do Olaria, a sensação da Taça Rio

O 4-2-3-1 de Cleimar

Montado no 4-2-3-1, com pelo menos duas variações táticas, o Olaria foi a sensação da fase de grupos da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca. Com apenas uma derrota, chegou na última rodada precisando de um simples empate contra o Vasco da Gama para seguir adiante. E se impôs. Atacou o time de Ricardo Gomes, abriu 2 a 0, mas, no fim, acabou cedendo o empate. Mesmo assim, se classificou, e pega o próprio Vasco no próximo sábado.

Para os vascaínos que já contam vantagem por enfrentar um adversário de menor porte do que Flamengo e Fluminense, que fazem a outra semifinal, no domingo que vem, é bom fazer algumas ressalvas, baseadas na consistência do time comandado por Cleimar Rocha.

Os trunfos da equipe da Rua Bariri começam na própria meta. Henrique é um ótimo goleiro. Com reflexo apurado e uma ótima saída de gol, é, sem dúvidas, uma das grandes revelações do Campeonato Carioca deste ano. No empate deste domingo, fez diversas defesas dignas de goleiro de time grande, e ajudou muito o time durante a competição.

Nas laterais, Ivan e Amarildo fazem como poucos o simples. Ajudam muito na marcação dos meias rivais e sobem alternadamente ao ataque. O miolo de zaga é formado por Thiago Eleutério e o ótimo Rafael, dois zagueiros com bons portes físicos, seguros e ótimos na bola aérea, ponto alto da equipe.

No entanto, é do meio pra frente que o Olaria merece atenção redobrada. Com exceção do primeiro volante e capitão David, todos os jogadores de meio de campo costumam aparecer na frente para munir Valdir, o artilheiro da equipe, dono de um senso de colocação elogiável e uma finalização bastante precisa.

O segundo volante, por exemplo, o polivalente Victor, já atuou até como ponta-esquerda. O camisa 11 tem na força uma de suas grandes características. Lembra um pouco Ramires, mas é canhoto. Tem muita facilidade para chegar ao ataque, como elemento surpresa. Sem a bola, marca bem pelo lado esquerdo, normalmente o meia-direita rival. Sem ela, sobe com muita força, ajudando muito Felipe, o meia-esquerda da equipe.

A linha de três meias do time normalmente se desfaz em muitos momentos da partida. Felipe, Renan Silva e Danilo começam alinhados o jogo, respectivamente pela esquerda, centro e direita. Mas com as circunstâncias, costumam trocar de posição entre si e se adaptar a novos posicionamentos, em prol da melhora da equipe.

É normal, por exemplo, quando o time está perdendo, que um dos meias abertos pelos lados recue seu posicionamento e vire um terceiro homem de meio-campo, configurando um 4-3-2-1 e ajudando no combate no setor. Contra o Vasco, Danilo foi esse cara, formando um triângulo com os outros dois volantes, atuando pela direita do polígono de base alta.

Outra variação interessante que pôde ser observada durante a Taça Rio é para o 4-1-4-1, com Victor se juntando ao meio de campo, e preenchendo melhor setor, além de empurrar Felipe mais para a frente, quase como um segundo atacante.

No entanto, mesmo quando o time está ganhando, tanto Felipe como Danilo ajudam muito na recomposição, sempre batendo com os laterais rivais. Renan Silva é o camisa 10, a grande estrela do time. Pode ficar apagado o jogo inteiro e, quando menos se esperar, resolve a partida com um lance genial, um passe magistral, um lançamento. Considerado uma das grandes promessas do Flamengo nos últimos anos, não rendeu o esperado e acabou no Olaria, onde comandou a equipe de forma brilhante durante boa parte do Estadual.

O centroavante é Valdir, que normalmente joga solitário na frente, e é obrigado a se movimentar muito para fazer funcionar o 4-2-3-1 do time, abrindo espaços para os meias e quem vem de trás, fazendo tabelas e buscando, também, as pontas. Por vezes, jogou ao lado de Felipe, no 4-2-2-2 que fez parte do time em boa parte do primeiro turno. Mas durante o segundo turno, foi o homem-gol solitário do time.

O Olaria, porém, não é formado por talento individuais como o texto faz parecer. Pelo contrário, é o conjunto que faz da equipe um time consistente, forte. Que marca bem e ataca melhor ainda. E que tem tudo para complicar a vida do Vasco na semifinal. Pode ser que perca o jogo do próximo sábado, pode ser que empate e pode ser que vença. Esse time do Olaria é imprevisível. E muito perigoso. É bom que Ricardo Gomes saiba disso.

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One Comment

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  1. Arthur Barcelos / abr 20 2011 23:29

    Excelente post Lucas, muito bem analisado esse organziado 4-2-3-1 do Olaria, o que surpreende a muitos, por ser um time pequeno, e que ninguém espera uma organização tática como a que ocorre nesse time.

    Parabéns fera, abração!

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