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03/04/2011 / Boleiragem Tática

Benfica 1 x 2 Porto – O título perfeito

Como começou: Porto no 4-3-3 habitual; Benfica num desorganizado e inoperante 4-1-3-2.

Imaginem o Internacional sendo campeão brasileiro em cima do Grêmio, em pleno Olímpico, levando uma bola na trave nos minutos finais, e mais: sem perder nenhuma partida na competição. Ou o River Plate conquistando o campeonato argentino em plena La Bombonera. Pois bem, foi exatamente nessas proporções que o campeonato português terminou. Ao vencer o arqui-rival Benfica, neste domingo, por 2 a 1, em pleno Estádio da Luz, o Porto se sagrou campeão nacional invicto.

A melhor definição para a conquista dos dragões remete à perfeição. De fato, uma conquista perfeita. Uma campanha impecável. Que contou com o melhor time do campeonato, o melhor jogador do campeonato e o artilheiro, o brasileiro Hulk, com 21 gols, incluindo o segundo da vitória que garantiu o troféu aos azuis, o oitavo de pênalti do atacante no torneio.

Parte da conquista se deve ao ótimo comandante da equipe. André Villas- Boas conseguiu aliar ofensividade e equilíbrio, e o resultado dessa soma só poderia ser um time vencedor, extremamente competitivo. E tático. Montado no 4-3-3, o Porto tem suas virtudes táticas: como as subidas do volante Guarín, que, por vezes, mais parece um meia; o aprofundamento de Fernando, liberando os outros dois volantes; e o ótimo senso de posicionamento dos wingers Hulk eVarella.

A falha do inconstante e criticado Roberto, logo no início da partida, transformou um cruzamento despretensioso do ótimo Guarín em gol do Porto.  E desmontou a estrutura tática e psicológica do 4-1-3-2 benfiquista. Não havia início melhor de jogo para os visitantes, que dominavam a partida, adiantando a marcação e anulando o trio de meias benfiquistas, apagado em boa parte dos noventa minutos.

Sorte dos donos da casa que o árbitro viu pênalti de Otamendi em Saviola, que o próprio argentino bateu, sem chances para o quase invencível Hélton. Era pra ter sido a senha para o Benfica mudar o jogo, partir pra cima, atacar, sufocar o Porto. Que nada, quem o fez foi o próprio Porto, sobrando no meio de campo.

Totalmente livre de marcação, Guarín jogava solto e tinha tempo e espaço para pensar o jogo. Afinal, nenhum dos meias benfiquistas voltavam para ajudar no combate às subidas dos versáteis volantes portistas. Sobrava para Javi García, sobrecarregado, que abusava das faltas. Ademais, Hulk e Varella, mal marcados pelos laterais da casa, criavam boas chances de gol.

Mas foi do pé direito do colombiano Guarín, o dono da primeira etapa, que saiu o ótimo lançamento para Falcão García, explorando toda sua velocidade, ser derrubado por Roberto dentro da área. Pênalti claro. Pênalti que, para Hulk, é sinônimo de gol. O Porto voltava a se ver na frente do placar. E jogava melhor. O título estava cada vez mais próximo.

Para o segundo tempo, o Benfica mexeu no time. César Peixoto entou no lugar do esquentado Aimar e o inoperante Jara deu lugar ao grandalhão Cardozo. Com as substituições, o esquema foi alterado para o 4-2-3-1, e o time ganhou volume de jogo. Peixoto melhorou a saída de bola e Cardozo deu mais presença ofensiva.

O paraguaio por pouco não pôs fogo no jogo ao canetar Otamendi, provocando a expulsão do argentino. No entanto, mesmo com um a menos, o Porto se segurou, num 4-4-1 um tanto quanto sólido, compacto. Com Belluschi e Rodríguez em campo, e Hulk isolado na frente, o  segredo portista era reter a posse de bola, trocando passes sob os gritos de “olé”.

Ao Benfica, restava pressionar. Meio sem orgaização, na base do “abafa” mesmo. Carlos Martins, o grande maestro da equipe na temporada, de fato, fez falta. Mas o que mais atrapalhou o Benfica nos minutos finais do clássico foi a falta de sorte.  Após um bate e rebate nos minutos finais, a bola sobrou para Sidnei chutar na trave. No rebote, a zaga visitante conseguiu afastar. Os últimos suspiros dos donos da casa foram em bolas alçadas à área. Facilmente aliviadas.

O apito final deu início à festa azul. Mais do que um título, a conquista comemorada pelos jogadores do Porto ainda dentro de campo foi épica. Contra o Benfica, no Estádio da Luz, tomando pressão, com um a menos….e invicto. Um título, definitivamente, perfeito.

 

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