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31/03/2011 / Boleiragem Tática

Santa Cruz 1 x 0 São Paulo – As ‘invenções’ de Carpegiani e o ‘time de guerreiros’

No embalo da festa que a torcida são-paulina fez com a chegada de Luís Fabiano, Paulo César  Carpegiani resolveu montar um time bastante ofensivo para enfrentar o Santa Cruz, pelo jogo de ida, no Arruda, em Recife. A grande novidade foi a escalação de Rivaldo, que formou um quarteto ofensivo digno de respeito juntamente com Lucas, Dagoberto e Fernandinho.

O curioso é que o time mandado a campo pelo treinador são-paulino não possuía um ala-direito. Jean, normalmente improvisado na função, começou o duelo como segundo volante. Acabou sobrando para o garoto Lucas, que apesar de, com a bola, jogar como meia, sem a redonda, voltava para marcar, como um verdadeiro ala, batendo o posicionamento com Renatinho, o lateral-ala-esquerdo do Santa Cruz.

Na esquerda, Juan cumpria com discrição a função. Miranda dava suporte para os avanços do ex-lateral do Flamengo. Mas o camisa 6 pouco atacava, numa tentativa de equilibrar as ações pelos lados, já que, pela direita, Lucas atacava mais que marcava.

Na prática, o esquema proposto por Carpegiani era um 3-3-2-2, com dois meias de ligação e dois atacantes de lado de campo. Ou seja: um quarteto ofensivo de muita movimentação. No início, a ” invenção” havia dado certo. O São Paulo era melhor no jogo, atacava com fluência, e confundia muito o sistema defensivo pernambucano.

Como começou

Até Rodrigo Souto fazer um gol contra de pura infelicidade, de forma bisonha. Ali, o time caiu muito de produção, acusando o golpe. E o gol surgiu justamente do lado esquerdo do ataque nordestino, por onde o São Paulo não tinha um ala fixo para marcar os avaços de Renatinho e  os deslocamentos do ótimo Gilberto, autor da assistência para o tento contra as próprias redes.  O primeiro defeito de uma das invenções de Carpegiani.

Para a segunda etapa, Carpegiani tentou corrigir a marcação pelo lado direito sem perder força ofensiva. Sacou Juan da equipe, colocando Carlinhos Paraíba, que entrou bem como armador, distribuindo muito bem o jogo. Jean virou ala-direito e melhorou muito o setor no combate. Na esquerda, Miranda foi improvisado como um falso-lateral. Era a segunda” invenção” da noite.

Início da segunda etapa

O time seguia atacando com força. Principalmente pelo lado esquerdo, com Fernandinho se entendendo muito bem com Paraíba, um volante-meia-ala. Polivalência total. Mesmo com a posse de bola, o Tricolor Paulista, no entanto, não criava boas jogadas. Lucas até tentava individualmente, mas pouca coisa saía. Rivaldo, fora de forma e apagado, foi muito mal. Centralizado, nada rendeu. Antes de ser substituído, esboçou jogar de costas para o gol, como um ‘falso nove’. Inútil. Deu lugar a Ilsinho.

Enquanto isso, o Santa voltava a assustar. Dessa vez pela direita, com o promissor Natan fazendo ótima dupla com o veloz Landu. O São Paulo sofria.

Com Marlos e Ilsinho, o São Paulo partiu para o tudo ou nada. Sob gritos de “time de guerreiros” e com um jogador a menos – Leandro Souza foi expulso – , o Santa se segurava na base da garra. E do apoio de mais de 45 mil torcedores fanáticos. O que era um jogo equilibrado, tornou-se um treino de ataque contra defesa. O São Paulo atacava. E o Santa defendia. Desorganizado, o time paulista tentava na base do “abafa”. Mas nem sempre a pressão funciona sem um mínimo senso de organização. No fim, a guerra acabou sendo vencida por uma equipe organizada e, acima de tudo, guerreira.

Como terminou

 

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