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24/02/2011 / Campo de 11

Fluminense 0 x 0 Nacional(URU) – Travado e dependente de Mariano, Tricolor precisa buscar novas alternativas ofensivas

Como começou: Flu no 3-4-2-1, com Conca quase como um segundo atacante; Nacional no seu habitual 4-3-3, bastante cauteloso e defensivo.

O empate diante do Argentinos Juniors, na estréia da Libertadores, no Engenhão já foi um resultado ruim. Era mais do que essencial que o Fluminense vencesse o Nacional, novamente no Rio de Janeiro, pela segunda rodada da taça. Era. Mas os três pontos não vieram. Sem jogar mal, porém travado pela escalação inicial, as chances até que surgiram, quase todas com Mariano pela direita, e, mesmo assim, o gol não veio.

Sem Fred, Muricy poderia improvisar Tartá, apostar em Araújo, adiantar Souza e Conca, entre outras diversas alternativas para não fazer com que a equipe perdesse a força ofensiva. Mas o treinador tricolor preferiu a opção mais cautelosa: manteve Marquinho no time e deu chance a Digão na zaga, escalando o Fluminense num 3-4-2-1 bastante defensivo e de pouca mobilidade.

Rafael Moura teria que lutar sozinho na frente sem estar no auge de sua forma física – o atacante jogou no sacrifício. E lutou. Correu, brigou, movimentou-se. Mas voltou a mostrar deficiência na hora de concluir jogadas. Deficiência que parecia ter desaparecido de seu repertório ainda no ano passado, no Goiás. E que voltou a aparecer nesta quarta-feira.

A grande sorte do Fluminense foi ter enfrentado um adversário ainda mais cauteloso e retrancado durante quase todos os 90 minutos. Organizado no 4-3-3, sem a bola, o Nacional(URU) se fechava todo atrás da linha central do campo, e pouco atacava. Ainda assim, mostrava ótimo toque de bola, e rapidez na transição defesa-ataque. Somente Fornaroli, o centroavante da equipe, ficava à frente, pressionando a lenta saída de bola da zaga tricolor.

Mesmo sem quase ser ameaçado pelo adversário, o Fluminense arranjava motivos para se complicar no jogo. Muito mal, Carlinhos errava passes bobos e cedia contra-ataques desnecessários. Desatento, Leandro Euzébio era outro a dar sopa ao azar. Na segunda etapa, por pouco não deu de bandeja um gol a Garcia, atacante uruguaio que entrou no segundo tempo.

Com a bola, o Fluminense não conseguia ditar o ritmo do jogo. Não sabia como atacar. Não sabia se acelerava ou cadenciava a partida. E se rendia à sua grande válvula de escape neste início de temporada: Mariano. Um monstro do preparo físico, o camisa 2 tricolor é a salvação ofensiva da equipe. Com Conca totalmente apagado, são de seus pés que saem as principais jogadas tricolores. Quase todas em jogadas de linha de fundo, com cruzamentos para o He-man.

Era assim que o Fluminense assustava o Nacional. Mas Mariano não é super-herói. Nem sempre pode correr o campo inteiro como quase sempre corre. E é preciso que a equipe de Muricy recorra a novas armas ofensivas. Até Conca se reerguer, Tartá pode ser uma boa opção. O jovem apoiador entrou no segundo tempo e melhorou o time, que passou a atuar no 4-2-3-1, com direito até a improvisação de Mariano na ponta-direita – temporária, obviamente.

Fato é que o Fluminense precisa de novas alternativas, sobretudo ofensivas, e principalmente quando jogar em casa. Araújo entrou mas não foi bem aberto pelo lado esquerdo. Seu forte é a finalização, a assistência, portanto, precisa jogar mais perto do gol. Souza é outra opção. Também ganhou chance, todavia muito no fim do jogo, e pouco pôde fazer.

A Libertadores já começou há duas rodadas e Muricy ainda não despertou do sonho do título brasileiro. O time não consegue jogar bem e depende muito de Mariano. Com dois pontos em dois jogos em casa, o Tricolor já começou mal a competição, e justamente num dos grupos mais equilibrados. Agora, resta vencer o América(MEX), na Cidade do México, na próxima quarta. Tarefa árdua.

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One Comment

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  1. Renaton! / mar 1 2011 12:30

    Realmente, o time melhorou mas estava totalmente travado, Carlinhos, medonho, não jogou nada e ficou em campo durante os 90 minutos quando, ao meu ver, deveria ter sido o primeiro a sair dando lugar ao tartá, que seria coberto pelo marquinhos. Muricy também demorou demais para mexer no time, agora é só lamentar e corre atrás dos pontos perdidos…

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