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26/01/2011 / Campo de 11

Sampdoria 1 x 2 Milan – Classificação veio com reservas, desfalques…e Pato

Primeiro tempo: Milan no 4-3-1-2, com três volantes formando um triângulo e Merkel na articulação; Sampdoria no 4-4-2 clássico, com dois meias abertos pelos lados

 

O Milan não parecia estar muito interessado na Copa da Itália. Obviamente, volta todas as suas atenções para a Série A italiana, campeonato no qual é líder. Por isso, entrou em campo pelas quartas de finais da copa nacional com um time repleto de desfalques e reservas. Ou quase reservas.Mesmo assim, atropelou a Sampdoria na primeira etapa. Com seu imutável 4-3-1-2, novamente com Thiago Silva muito bem de primeiro volante e o garoto Merkel na armação das jogadas pelo centro. Desta vez, com duas estréias no triângulo de base alta do meio-campo rossonero: Emanuelson, que atuou pelo lado esquerdo, e Van Bommel, recém-apresentado, que atuou pela direita.

A Samp, por sua vez, entrou praticamente com força total, exceto os desfalques – importantes, por sinal. No seu habitual 4-4-2 clássico, com Mannini e Guberti aberto pelos lados, e com os laterais bem soltos, a equipe de Genoa mostrou uma transição defesa-ataque bem elaborada e veloz, sobretudo pelos flancos. Os volantes, no entanto, muito presos à defesa, pouco acrescentavam ao ataque.

O problema da equipe da casa, porém, dava-se na medida em que não havia um armador de verdade no meio-campo. Guberti só foi tentar ser esse cara na segunda etapa, fazendo bem o movimento em diagonal, da esquerda para o centro. Assim como Koman, que entrou bem na segunda etapa, quando o time de Genoa passou a dominar a partida, apoiado no desinteresse milanês após os dois gols.

As substituições de Del Neri melhoraram sua equipe, apesar de não mudarem a estrutura tática do time. Tisne e Koman substituíram, respectivamente, Poli e Mannini. Entraram bem melhor que os dois últimos. O argentino soube desempenhar bem o papel de segundo volante, chegando ao ataque com eficiência e melhorando o toque de bola pela esquerda, com Guberti. Koman deu mais movimentação pela direita. Foi mais incisivo que Mannini.

Mas por incrível que pareça, depois do gol de Guberti, a Samp desacelerou. Inexplicavelmente. Então, foi a vez do Milan voltar a subir de produção na partida. Novamente com Merkel participativo, mexendo-se bem, chegando nos dois homens de frente, que se mexiam com inteligência pelos lados, por vezes sabendo prender a bola no momento certo.

O ponto forte da equipe de Milão na partida, todavia, foi o triângulo no meio de campo. A trinca de volantes fez uma partida muito boa. Thiago Silva, novamente um monstro na proteção à zaga, ainda teve tempo para chegar ao ataque e arriscar alguns chutes de fora da área, além de conferir uma bela assistência no primeiro gol de Pato. Os estreantes não sentiram o peso do primeiro jogo com a camisa rubro-negra e deram dinâmica ao meio-campo milanês, com bons passes e inteligência no posicionamento.

Com o jogo mais ‘morno’, Allegri resolveu esquenta-lo. Pôs Cassano em campo. A reação da torcida da casa foi imediata, com vaias, cânticos e muitos xingamentos ao ex-atacante da Sampdoria. Talvez o único momento tenso de um jogo que acabou decidido na primeira etapa, com um Milan diferente, desfalcado, mas que possui Alexandre Pato inspirado independente da competição.

Segundo tempo: Ambas as equipes com o mesmo esquema tático. Atenção para a nova movimentação de Guberti, entrando em diagonal.

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