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13/12/2010 / Campo de 11

Estudiantes campeão: os méritos de Alejandro Sabella

 

O time que venceu o elogiável Arsenal de Sarandí, por 2 a 0, sagrando-se campeão argentino neste domingo.

Histórico. Foi assim que Alejandro Sabella definiu o título do Apertura 2010 conquistado neste domingo. Talvez pelas dificuldades que teve durante a disputa. Talvez pela importância que o próprio teve na conquista. Fato é que, assim como para ele e seus comandados, a conquista também tem essa importância para os torcedores. Porque, acima de tudo, põe o Estudiantes no topo do topo. Em dois anos, o clube praticamente se pôs acima dos gigantes argentinos, com campanhas e conquistas incríveis.

E tudo começa com ele. Com o cara que venceu na vida. E nos campos. Que foi assistente, durante um bom tempo, de ninguém menos que Daniel Passarella, com quem aprendeu muito. Foi do ex-capitão argentino que Sabella tirou suas maiores lições. E o melhor disso tudo foi poder aplicá-las. Com extremo sucesso. Afinal, chegar na final da Sul-Americana em um ano, ser campeão da Libertadores em outro e, ainda, conquistar o apertura no terceiro, de forma consecutiva é algo esplendoroso.

No apertura deste ano, Sabella foi essencial. A alteração no esquema tático da equipe deu o algo a mais que faltava a um time muito forte tecnicamente, cuja a base é a mesma da de 2009, quando conquistou o título da competição mais importante do continente, vencendo o Cruzeiro em pleno Mineirão.

Do 4-1-3-2 a equipe passou para o 3-4-2-1. A transformação tática na estrutura da equipe pegou a grande parte dos adversários de surpresa. E surgiu um novo Estudiantes. Mais consistente na defesa, mais incisivo no ataque. E com uma capacidade de reposicionamento impressionante. Com a mudança, a equipe decolou rumo ao título, que mereceu mais do que o Vélez. E do que todos os outros adversários. Principalmente pela regularidade, exposta nas vitórias fora de casa, e nos triunfos históricos como o 4 x 0 sobre o River, no Monumental de Nuñez.

Taticamente, a melhora foi nítida. As jogadas pelos flancos ganharam mais intensidade e eficácia. Rojo, pela esquerda, faz ótima parceria com Benítez, o meia-esquerdo da equipe, e, pela direita, Mercado faz dobradinha parecia com Pérez, a grande válvula de escape do meio-campo, ainda comandado por Verón, que é um segundo volante que joga como “enganche”. La Brujita é essencial em qualquer esquema para os pinchas. Em qualquer posição. De qualquer forma. É o craque do time há anos.

Antes, Verón jogava mais adiantado, como um verdadeiro “enganche”, sem muitas preocupações defensivas. Agora, ele precisa marcar mais. Sem perder a precisão nas faltas, passes e lançamentos. Além disso, o sistema defensivo pincha também mudou bastante. Com três zagueiros, Braña sai mais para o jogo. E os alas têm mais liberdade para fazer jogadas de linha de fundo e tabelas.

O conjunto de mudanças táticas melhorou muito o time. É claro que sem os gols do centroavante – que mais parece um segundo atacante com faro de gol – Gastón Fernández, a magia de Verón, a inteligência de Pérez, a velocidade e a técnica de Benítez, a segurança transmitida pela defesa e pelo excelente Orión, o título, com certeza, não viria de forma tão merecida. Contudo, sem Alejandro Sabella, seria muito difícil do título sequer acontecer. O cara do Estudiantes não veste a 10, nem calça chuteiras.

 

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One Comment

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  1. Wagner Bordin / dez 13 2010 2:24

    Sabella, em minha opinião, teria de ser o treinador da seleção argentina. Se o Estudiantes manter ele, será grande candidato ao título da Libertadores

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