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02/12/2010 / Campo de 11

Goiás 2 x 0 Independiente – Solidez defensiva, pegada e transição rápida, as virtudes que dão ao Esmeraldino uma boa vantagem na final da Sul-Americana

Como começou: Ambos no 3-5-2, com as marcações encaixadas. Goiás era superior nos desarmes e nas antecipações. Foi assim que dominou o meio-campo e o primeiro tempo. El Rojo pecava pela lentidão na transição defesa-ataque.

Um bom time começa por uma boa defesa. A máxima antiga norteou o pensamento de Jorginho e de Artur Neto, o último e o atual técnico do Goiás, respectivamente. Afinal, foi com três zagueiros, e três volantes no meio-campo, que a equipe cresceu de produção e, mesmo com o rebaixamento no Brasileirão, conseguiu chegar à final da Copa Sul-Americana. Sempre com a mesma postura: eficácia e pegada na marcação, transição rápida e vertical e confiança total nos pés de Rafael Moura, o He-man.

Foi assim que o Goiás construiu uma boa e merecida vantagem no jogo de ida da grande decisão do ano para os esmeraldinos. Aproveitando-se da lentidão e das deficiências técnicas do adversário, que não contava com o destaque Gómez, contundido, o time da casa mandou no primeiro tempo, com um volume de jogo absurdamente superior ao do visitante, e relaxou no segundo, administrando uma vantagem considerável.

No 3-4-1-2 de Artur Neto, Marcelo Costa demorou para se achar na função de “armador” da equipe. Sem acompanhar Battión em seus avanços ao ataque, e ainda perdido no posicionamento quando o time atacava, só foi entrar no jogo a partir dos 20 minutos da primeira etapa, quando o placar já apontava para a vantagem mínima goiana, fruto do sétimo gol de Rafael Moura, artilheiro da competição.

He-man, novamente, foi peça chave para os ataques da equipe da casa. Era ele a referência das jogadas. Na maioria das vezes, através da criticada ligação direta, que, diante de um adversário frágil em todos os aspectos, dava certo. Até porque Rafael Moura ganhava todas no alto. No primeiro gol, foi assim. Só que Tuzzio conseguiu tirar a bola do camisa 9 goiano. Azar dele que ela voltou. E lá estava o artilheiro, bem posicionado, com faro de gol.

Porém, era na defesa que o Goiás brilhava. Com Marcão impecável pela esquerda, Ernando simples na direita, e Tolói seguro no centro, a zaga da casa ganhava todas. De todos. Parra tentava rodar a área; Silvera tentava confundir a marcação. E nada adiantava. O dia era dos goianos. Dos zagueiros goianos. Com um desarme preciso também no meio-campo, o Esmeraldino foi ganhando terreno.

Sem dar espaços atrás, era necessário construir uma boa vantagem para se acomodar no jogo. E ela veio aos 20, quando, em contra-golpe rápido, livre de marcação, Marcelo Costa carregou a bola no meio-campo e, ao ver Douglas ultrapassar velozmente Mareque, deixou o camisa 20 em ótimas condições para marcar. Douglas, contudo, preferiu deixar o gol para Otacílio Neto: 2 a 0.

Então veio a acomodação. O Goiás podia fazer isso. Afinal, os argentinos mal atacavam. Esbanjavam lentidão. Para a segunda etapa, o técnico conhecido como ‘El Turco’ tirou um dos seus três volantes, e colocou o jovem apoiador Pato Rodríguez. O garoto entrou bem, deu mais movimentação, e transformou o 3-1-4-2 defensivo rojo num 3-4-1-2 mais ágil e dinâmico. Mas a infantilidade de Silvera pôs tudo a perder. Se com 11 já estava difícil, com 10 ficou praticamente impossível para o Independiente.

Depois da expulsão, a partida caiu muito de ritmo. Ambos os times pareciam satisfeitos com o resultado. Em alguns momentos, El Rojo atacava, mas sem muito perigo, e sem gerar, também, contra-golpes fatais. Um deles até poderia ter sido, se Otacílio Neto não tivesse desperdiçado o passe final para o incansável Douglas, que se redimiu da atuação da última quarta e fez partida elogiável.

O Serra Dourada inteiro pediu Felipe, e Artur Neto pôs Éverton Santos primeiro. A idéia era melhorar os contra-ataques. Quase funcionou. ‘El Turco’ mexia sem parar no time, que acabou terminando com um 5-3-1 bastante defensivo, segurando, literalmente, a desvantagem na casa de dois gols.

Foi na base da solidez defensiva e da rápida transição defesa-ataque que o Goiás se firmou na temporada e na competição. No Brasileiro, foi tarde demais. Mas ainda há uma Sul-Americana para disputar. E a vantagem é muito boa. Ainda que o segundo jogo seja disputado na Argentina, num verdadeiro caldeirão. Nada que os guerreiros goianos não possam superar. Para quem já eliminou Grêmio no Olímpico, Peñarol em Montevidéu, Avaí na Ressacada e o Palmeiras no Pacaembú, o desafio não é nada impossível.

Como terminou: Goiás mantendo seu esquema inicial; Independiente com um 'retrancado' 5-3-1, com um a menos.

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2 Comentários

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  1. Hudson Martins / dez 3 2010 1:38

    Vantagem muito interessante para o Goiás, mas é necessário ter cuidado com o Independiente em Avellaneda. O jogo costuma sair pelos lados do campo (sobretudo com Mareque), e Parra tem liberdade para transitar entre os flancos e o centro. Não será surpresa um 3-4-3, com Gomez na vaga de Godoy.

    A grande perda é Silvera, referência ofensiva da equipe. Vejamos qual será a estratégia de Antonio Mohamed.

    Abraço!

  2. davi / dez 3 2010 22:20

    qual o programa você usa pra fazer os campinhos? parabéns seu blog é otimo abraços

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