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03/11/2010 / Campo de 11

Milan 2 x 2 Real Madrid – O jogo que nem Inzaghi conseguiu vencer

Com um meia de origem improvisado na lateral-direita e na esquerda um lateral em decadência, os flancos eram a chave para o sucesso merengue. Se não bastasse, com um senso de posicionamento e movimentação incrível, o quarteto ofensivo madrilenho dava um show à parte. Trocando de posições, rapidamente e eficazmente, o Real sufocava o Milan no San Siro. E parecia montar uma goleada.

Mais ainda após o primeiro gol, após linda enfiada de bola de Di María, que não tomou conhecimento do lento e ultrapassado Zambrotta, antes de Higuaín marcar seu sexto gol na temporada, em chute da ponta-esquerda, para onde “migrava” nas constantes trocas de posição com Cristiano Ronaldo.

Enquanto o Real tocava a bola e controlava a partida, o Milan tentava se organizar em campo. A começar pela marcação. Teimoso como a grande parte de seus antecessores recentes, Allegri insistiu em pôr Pirlo como primeiro volante. Presa fácil para Özil, que ainda o travava nas suas tentativas de sair jogando. Num 4-3-3 previsível e carente de um meia capaz de pensar o jogo e criar jogadas, a equipe rossoneri penava diante do 4-2-3-1 merengue.

Aberto na esquerda, Ronaldinho se auto-exilava. Fora alguns raros lampejos, pouco acrescentava à equipe. Pato fazia mais. Veloz na frente, ao menos voltava para marcar os inúmeros avanços de Marcelo. O centroavante na teoria, Ibrahimovic era muito bem cercado pela ótima zaga de José Mourinho.

Menos mal para os italianos que Prince Boateng fazia uma partida, no mínimo, razoável. Eram de sua explosão na transição meio-ataque que surgiam as principais jogadas do Milan, sempre na velocidade. Era a válvula de escape de um time preso, lento e extremamente inoperante.

O roteiro parecia certo. Jogando o que jogava, e com Gattuso batendo o que batia, o time de Madrid tinha tudo para construir uma goleada, provavelmente com um a mais em campo. Porém, nada é certo quando se tem um ídolo no banco de reservas.

José Mourinho já havia alertado. Antes do jogo, avisou: o atacante do qual eu tenho medo não é Ibra, nem Pato, muito menos Ronaldinho, e sim Philippi Inzaghi. Preciso, cirúrgico. Bastou o eterno camisa 9 entrar para quase resolver o jogo. Milagre. Na base da garra, dos trancos e barrancos, como em toda sua carreira. Um exímio camisa 9. Um centroavante típico. Um ídolo imortal. Mito.

A virada foi épica. O Milan se perdeu na comemoração. E o Real voltou a crescer no jogo. Com Benzema e Pedro León nos lugares de Higuaín e Di Maria – respectivamente -, a posse de bola era, novamente, merengue. O jogo que parecia decidido pela magia de Pippo, não acabara. E só o Real percebeu isso. No último minuto, Benzema achou Pedro León livre dentro da área, e o garoto, aproveitando-se do erro de posicionamento da zaga rossoneri e da insegurança de Abiatti, chutou forte, em cima do arqueiro italiano. Gol justo, que garante a classificação antecipada do melhor time da Europa no momento.

Nem Philippo Inzaghi conseguiu vencer esse jogo.

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2 Comentários

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  1. Rafael Andrade / nov 4 2010 17:39

    Excelente analise! O Milan sofre com a carência de criatividade no seu meio campo e Ibrahimovic (que convenhamos, já não é o mesmo dos tempos de Inter) sofre e MUITO com isso, a bola não chega, o sueco tem que buscar o jogo. Contra a Juventus já havia sido assim, e sem Ronaldinho, que não acrescentou absolutamente nada pra equipe. O Real do Mourinho mostra cada vez mais uma solidez impressionante, acho que vai longe esse time. Só um registro: Pedro Leon entrou no lugar do Pepe e não do Di Maria, como está no texto. Abs!

  2. ArrarStonnomi / jan 15 2011 17:35

    molto intiresno, grazie

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