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07/10/2010 / Campo de 11

Fluminense 0 x 3 Santos – Zé Eduardo agradece

Quando a zaga do líder do campeonato joga como se fosse a do lanterna do mesmo, qualquer equipe minimamente organizada, e que conte com um atacante capaz de decidir um jogo, se aproveita bastante disso. Nesta quarta, no Engenhão, foi esse o enredo da vitória santista. Diante de um sistema defensivo rival desatento e desorganizado, Zé Eduardo fez questão de agradecer da melhor forma possível o “presente” dado.

 

Sem poder contar com Deco, e ainda sem Diguinho e Emerson, Muricy manteve a base. No 4-2-2-2 tricolor, Marquinho ganhou chance na meia-esquerda e seu “quase xará”, Marquinhos, ex-Duque de Caxias e Botafogo, ocupou a vaga deixada por Mariano, convocado de Mano Menezes para o amistoso contra o Irã, na próxima quinta-feira.

 

Enquanto isso, Martelotte contrariava as expectativas de mandar a campo um time defensivo e cauteloso. Mesmo fora de casa, o comandante do Peixe improvisou Zé Eduardo como centroavante e armou o mesmo 4-2-3-1 – desta vez, com uma linha torta de armadores –  que encantou o Brasil no primeiro semestre, com Neymar pela esquerda, Alan Patrick por dentro e Danilo na meia-direita, este mais recuado.

 

Comandado por Conca, o Fluminense começou bem o jogo, encurralando o Santos no seu campo de defesa e tocando bem a bola. Deu certo nos primeiros minutos, quando Brum se perdia na marcação ao argentino e Marquinho se movimentava bem pelo lado esquerdo, prendendo Arouca. Mas bastou o Santos acertar a marcação para o Tricolor frear.

 

Aos poucos, a equipe alvinegra ia se soltando e saindo pro jogo. Alan Patrick sobrava no duelo com Diogo e Danilo dava um show de polivalência, atacando bem e voltando para marcar as subidas de Carlinhos, que, por sinal, não fez um bom primeiro tempo. O jogo crescia somente por uma faixa de campo. O lado direito do ataque tricolor, por onde Marquinhos jogava com muita liberdade e fazia bons cruzamentos. Washington, no entanto, parecia estar pressionado pela presença de Fred no banco de reservas, e fazia uma partida para ser esquecida.

 

Justamente por esse lado, o Peixe melhorava suas ações ofensivas. Com Neymar imprimindo correria diante da lenta dupla de zaga tricolor e Alan Patrick organizando bem o meio-campo santista. No intervalo, Muricy resolveu mexer. Voltou ao 3-4-1-2, com Fred no lugar de Washington.A equipe parecia ter melhorado bastante quando, em mais um contra-ataque, após duas chances desperdiçadas por Neymar, Zé Eduardo se aproveitou do desleixe da zaga rival e abriu o placar com uma bonita bicicleta.

 

Foi o código para o Fluminense se lançar o ataque. Por azar, Fred sentiu a panturrilha e passou a andar em campo, nitidamente no sacrifício. Em mais um entre os tantos erros de passe do jogo, o zagueiro Vinícius( muito bem no jogo) deu um chutão pra frente. A bola sobrou para Zé Eduardo, que, livre de marcação, agradeceu ao péssimo posicionamento do goleiro Rafael para fazer o segundo, em nova falha da zaga tricolor.

 

O que já era ruim, ficou péssimo. Muricy insistia com Fred no limite na frente. E lamentava a atuação apagada de Conca na segunda etapa. Sem uma saída de bola eficaz, o jeito era levar o jogo para os lados. Carlinhos subiu muito de produção do primeiro para o segundo tempo. O lateral quase marcou um gol. Mas, no desespero, é raro uma equipe conseguir reverter uma situação desfavorável.

No último contra-ataque fatal do jogo, Alex Sandro, que entrara no meio-campo, mas, a essa altura, já era lateral, no lugar do esgotado Léo, invadiu a área e cruzou rasteiro, perfeito para Zé Eduardo complementar a noite de dancinhas e “presentes”. O atacante santista acabou premiado com uma bela atuação e três gols, graças, em grande parte, à péssima atuação do sistema defensivo tricolor.

 

O Fluminense parece necessitar de seus jogadores contundidos, sobretudo de Diguinho e Emerson. Sem o volante machucado, a equipe perdeu muito em saída de bola, e, para piorar, o atacante faz muita falta, tanto pelos gols como pela dedicação e pela movimentação.

Segundo tempo: FLu de volta ao 3-4-1-2 e Santos no 4-2-2-2.

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One Comment

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  1. Ricardo Martins / out 8 2010 11:18

    Me desculpe, mas, a meu ver, a melhor tática para uma equipe ser campeã do Brasileiro é determinação, atitude, postura, empenho, garra, enfim estes ingredientes tem faltado ao Flu, além de seus problemas na zaga e contusões e dos desencontros dentro do Clube. A zaga é fraca, mas o resto do enco é mt bom! Falta dedicação!

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