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30/09/2010 / Campo de 11

Palmeiras 2 x 0 Internacional – Enfim, Felipão começa a acertar o time

 

Valdívia e seu show tático no meio-campo. O chileno era o articulador único do time e ainda voltava para roubar bolas na intermediária do seu campo de defesa. O 4-4-1-1 de Felipão travou o 4-2-3-1 colorado na marcação.

 

 
Faziam mais de seis meses que o Palmeiras não vencia três jogos consecutivos. Mesmo com uma crise política instaurada no clube, salários atrasados e uma posição apenas mediana na tabela, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari teve vontade suficiente para sair com a terceira vitória seguida de setembro, em cima de um Internacional desfalcado de alguns de seus principais jogadores.

Felipão pensou em colocar Lincoln como titular, fechou o treino da véspera do jogo para a imprensa, mas achou melhor não inventar. Resolveu voltar a escalar os quatro volantes no meio de campo. Congestionou o setor, mesmo abrindo Tinga e Márcio Araújo, duas espécies de “alas avançados” no 4-4-1-1 alviverde, com Valdívia na armação e Kléber solitário na frente.

Dava certo na marcação. Em parte, graças à ótima partida de Edinho, anulando Andrezinho. E também à serenidade de Gabriel Silva no combate a Giuliano. Pela direita, Vítor tinha um pouco mais de problemas com Edu. No entanto, foi da direita do ataque colorado que surgiu a principal chance de gol do time, desperdiçada por Leandro Damião, apagado no jogo.

O Internacional sentia falta de sua alma. Ela atende pelo nome de Tinga. Sem o “guerreiro colorado”, o time perdia combate no meio e agressividade no ataque. D’Alessandro também fazia falta no 4-2-3-1 colorado, que, agora, tinha Edu e Giuliano invertendo posições nas pontas direita e esquerda. Talvez pelo fato de Giuliano ter feito uma péssima partida. Enquanto isso, Valdívia crescia de produção.

E bastou Marcos Assunção acertar mais um de seus chutes incríveis para o Alviverde abrir o placar e dominar o jogo, que até então era equilibrado e fraco no ponto de vista técnico. Renan fez questão de contribuir, adiantado na falta cobrada “ do meio da rua”. Ainda que precisasse explorar mais as jogadas pelos lados, Valdívia ditava o ritmo do time, voltando, inclusive, para marcar e roubar bolas. Era um show tático do camisa 10, que repetia uma bela apresentação.

Numa dessas, já no segundo tempo, o chileno sofreu a falta que resultaria no segundo gol palmeirense. De novo de Marcos Assunção. De novo do especialista que chuta ao melhor estilo David Beckham, forte e colocado. De novo com contribuição de Renan. O Palmeiras já era bem melhor no jogo. Com contra-ataques rápidos e marcação eficiente, não deixava o Inter criar jogadas.

Celso Roth tentou mudar a cara do jogo, colocando Alecsandro no lugar de Damião e Marquinhos no de Andrezinho. Era seis por meia dúzia. Tinga saiu machucado para a entrada de Rivaldo, que soube segurar um pouco mais a bola na esquerda. Até que Valdívia fez mais uma grande jogada e tocou para Kléber, que quase fez um golaço, após bagunçar, literalmente, Sorondo.

Sob gritos de “olé” e aplausos empolgados da torcida, o Palmeiras deixou o campo com a impressão de que o time, enfim, se acertou. Como é estranho esse alviverde. Bastou estourar uma crise fora das quatro linhas para o time voltar a vencer dentro delas.

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One Comment

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  1. paulo imbroinise / out 1 2010 19:47

    É, o Felipão começa a aparecer, é incrivel como ele consegue aplicação tática total de seus comandados. bjs.

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