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23/09/2010 / Campo de 11

Cruzeiro 2 x 0 Ceará – No sufoco, graças aos ‘hermanos’

Primeiro tempo: Cruzeiro no 4-2-2-2, com Thiago Ribeiro, agora, aberto pela esquerda. Ceará no 3-4-1-2, com Michel marcando Montillo homem-a-homem e João Marcos na cola de Roger. Heleno novamente improvisado como terceiro zagueiro.

 

 

O Ceará entrou em campo disposto dar a vida para conseguir um único ponto. Dimas Figueira soube montar um “ferrolho”de três zagueiros extremamente bem composto e fechado, com variações de marcação e uma rapidez impressionante na recomposição e na saída do time para o ataque. Cuca fez o seu “arroz com feijão”, que, por sinal, é muito mais do que isso. Mas com seus principais jogadores e o craque de seu time muito bem vigiados pelo sistema defensivo do Vozão, ficou difícil. Mas não impossível.

Ainda que o alvinegro parecesse, cada vez mais, intransponível atrás, com uma linha de três zagueiros e outra de quatro meias atrás do meio-campo, contando, ainda, com a disposição dos atacantes e do meia Geraldo no combate aos volantes cruzeirenses, a marcação impressionante do Ceará durou “apenas” 83 minutos. Aos 38 da segunda etapa, Henrique chutou e o braço de Ernandes salvou. Pênalti que Montillo fez questão de bater e decidir o jogo. A vitória ainda seria selada por Farías.

Ciente da estratégia retranqueira da equipe nordestina, Cuca pediu para que Roger, Montillo e Thiago Ribeiro se movimentassem, conferindo maior dinâmica ao 4-2-2-2 azul. Era preciso, mais do que isso, que os volantes saíssem mais para o jogo. Normal, todavia, que Fabrício, colado em Geraldo, o fizesse em menor escala, em função do cuidado com o 10 cearense. Henrique, porém, livre de marcação, não tinha motivos para não subir ao ataque e ajudar na criação. Mesmo assim, raramente o fazia, prendendo muito o time.

Cuca a toda hora gritava Thiago Ribeiro. Ele queria o atacante se mexendo e trocando de lado. Mas o camisa 11 não ouvia e seguia pela esquerda, pra cima de Heleno, que fez boa partida. E para quem achava que o Ceará seria só defesa, Geraldo puxou bons e perigosos contra-ataques. Kempes chegou a perder chance clara de gol.

A retranca cearense podia dar errado. Talvez se o chute de Montillo, ainda na primeira etapa, não tivesse sido salvo por Michel Alves. Ou o de Roger, de fora da área. Mas deu muito certo. Principalmente porque Michel, o nome do jogo, foi praticamente perfeito na marcação individual ao meia argentino. Além do fato de João Marcos também ser absoluto no combate a Roger e os zagueiros estarem numa ótima noite.

Para a segunda etapa, Cuca chamou Everton e o colocou no lugar de Roger. A intenção era dar mais movimentação ao meio-campo, pois o camisa 17 sabe bem se mexer em campo, chegando a trocar, inclusive, de posição com Diego Renan em diversas oportunidades. Contudo, o Ceará continuava impecável na defesa. E ainda saindo bem nos contra-golpes, aproveitando os espaços cada vez maiores que a Raposa deixava.

Mas o tempo ia passando e o gol não vinha. Foi a vez de Cuca apostar em Wallyson no lugar do lateral Rômulo, tímido na segunda etapa, que não conseguiu repetir o bom primeiro tempo que fez. Assim, o time mineiro passava a atuar num estranho e ousado 2-3-2-3, encurralando o Vovô no campo de ataque. Era, literalmente, ataque contra defesa. Faltava à Raposa uma falhá rival a ser aproveitada. Ernandes foi quem deu o presente. Montillo agradeceu. Marcelo Nicácio tentou evitar a entrega do prêmio, mas teve seu gol(legal) anulado pela arbitragem. Foi a vez de Farías agradecer do seu modo. A noite era azul, era argentina.

Segundo tempo: Cuca já no desespero por um gol, mexeu e pôs o time num quase "suicida" 3-2-2-3. Ceará se segurava no seu 3-3-3-1, com Luizinho aberto pela direita e Geraldo entre o meio e a esquerda.

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One Comment

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  1. Rafael Andrade / set 23 2010 19:01

    Analise tão perfeita quanto a marcação do Ceará, especialmente no primeiro tempo, onde o Vôzão foi extremamente eficiente. Na segunda etapa, na base do abafa o Cruzeiro acabou “achando” o gol, mas a aula tática foi dos nordestinos, que foram muito bem dentro da proposta de jogo que tinham.

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