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07/09/2010 / Campo de 11

Depois de vencer o líder, Bugre sonha com vôos mais altos

O 4-2-3-1 de Mancini tem em Baiano seu grande coringa, o que faz variá-lo para 4-3-3 em determinados momentos dos jogos. Na frente, Rômulo faz bem o pivô para os ótimos meias abertos pelos lados Geovane e Mazola.

 

Rotulado como candidato ao rebaixamento no início do campeonato pelo pouco número e qualidade nas contratações, o Guarani começou fazendo para tal. Com um time inoperante fora de casa, suava para conseguir seus pontos dentro dela, onde nem sempre conseguia, despencando tabela abaixo.

Nove entre dez diretorias de clubes no Brasil demitiriam Vágner Mancini pelo ruim início de trabalho. Nove. A bugrina resolveu ser exceção, e, agora, começa a colher os frutos da manutenção do treinador. Hoje, o Bugre é oitavo colocado, com 26 pontos, e se o campeonato terminasse agora mesmo, teria vaga garantida na sul-americana, competição que nunca disputou.

A transformação benéfica do time pelo treinador começou pela mudança de esquema, ainda que pouco perceptível. Mancini desfez o 4-2-2-2 clássico e inovou com um 4-2-3-1 bastante ofensivo. A troca de alguns jogadores por outros foi a segunda etapa. Por sorte, Mazola apareceu com tudo para o Brasil e fez a diferença em diversos jogos do clube. O camisa 11 chegou a, inclusive, carregar o time nas costas durante algumas rodadas.

Um dos poucos problemas que restavam, ainda, era a meia-esquerda. Nem Fabinho, nem Mário Lúcio conseguiam se firmar na posição. Mancini tentou até inverter Mário com Mazola( meia aberto pela direita) de posição, mas não funcionou. O jeito foi procurar a solução no banco de reservas. E ela veio com nome de Geovane. O meia ex-América de Natal encaixou de forma excelente aberto pela esquerda no 4-2-3-1 de Mancini. Contra o Fluminense, fez bela partida e parece ter ganho a posição.

Sem afunilar pelo meio com Mazola, o craque da equipe, o novo camisa 10 tem fôlego para atacar e voltar para marcar o lateral ou ala adversário, pelo menos até o meio-campo. Pois a partir daí entram em cena os volantes alviverdes Renan, ex-São Paulo, e Paulo Roberto. Ambos são, por vezes, alvos de críticas da torcida pelo excessivo número de faltas e por não terem um bom passe. No entanto, focados na função principal – que é marcar e não deixar os meias rivais articularem o jogo -, fazem bons jogos, protegendo bem o sistema defensivo do time.

Vale lembrar, também, da variação que ocorre no meio-campo bugrino, sobretudo quando o time abre o placar. É a dupla função de Baiano, que começou a carreira como lateral, migrou para a cabeça de área e hoje é meia. O 8 do Guarani ora é articulador, meia-central, ora é terceiro volante, ajudando na marcação. Isso dá mais dinâmica ao time, além de dificultar a marcação do oponente, como aconteceu contra o Flamengo e contra o Fluminense.

Nas laterais, Rodrigo H. e Márcio Careca sabem revezar-se bem nas subidas ao ataque, ponto forte da dupla. Na marcação, quando não afobam, cercam bem os atacantes rivais, sobretudo aqueles que caem pelos lados. O outro sobra para o combate com o belo zagueiro Aílson, coberto pelo experiente Fabão. E se passar pelo xerifão, o atacante ainda terá que passar pelo “paredão” Emerson, destaque do time nas últimas apresentações.

Apesar da consistência defensiva e da vontade de atacar que possui a equipe, uma das grandes virtudes do Guarani, hoje, é a bola parada. Através dela, o Bugre empatou o jogo que viraria contra o Flamengo, domingo passado, e venceu, de virada também, o Fluminense no último domingo. Com zagueiros altos e bons cabeceadores, além de meias exímios nas cobranças de faltas próximas à área, a bola parada costuma ser fatal.

Assim como virtudes, o Guarani tem problemas iguais a diversos outros clubes, todavia, o maior deles é não conseguir retomar as glórias que teve nos anos 80. Depois de seis anos, voltou, enfim, à elite. O planejamento era pra ser contra o rebaixamento, mas, depois de vencer adversários difíceis como o líder do Brasileirão, e começar a demonstrar grande força no Brinco de Ouro da Princesa, a torcida já sonha vôos mais altos.

Para isso, no entanto, é preciso ter regularidade. Ou seja: não adianta somente vencer e convencer dentro de casa. Há de faze-lo fora de seus domínios também. E é aí que está a dificuldade do Bugre.

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One Comment

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  1. Luís Otávio / set 12 2010 17:41

    Lucas,

    Escrevo depois do jogo de ontem contra o Atl. Goisanense. Não sei o que vc acha, mas eu tenho acho a defesa do Flu fraquíssima. O Goleiro é um frangueiro; os dosi zagueiros Gum E Leandro eusébio deveriam ser companheiros de algum zagueiro realmente bom, tipo Thiago Silva ou um Jean do Flam,engo ou mesmo um Mirando do São Paulo. O André Luiz nem se fala, é horroroso. O Flu vai perder o campeonato por causa da defesa.
    Abraços.

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