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09/08/2010 / Campo de 11

Esquema do Hexa pode ser a solução para a atual má fase do Flamengo

Três partidas sem marcar um golzinho sequer é uma marca um tanto quanto preocupante. Os rubro-negros cariocas que o digam. Depois de Vinícius Pacheco e Diego Maurício, Borja e Val Baiano foram escalados para tentar acabar com o jejum, e, por incrível que pareça, a situação só piorou, e as críticas se intensificaram mais ainda. Talvez a solução rubro-negra não seja somente técnica, mas também tática.

Esquema da moda, usado de forma intensiva na Copa do Mundo e nos principais campeonatos europeus, o 4-2-3-1 pinta como grande solução para o Flamengo e Rogério Lourenço, balançando na corda bamba. Esse, aliás, fora o utilizado por Andrade, na conquista do Hexacampeonato, em 2009. E por Dunga, durante boa parte de sua trajetória na seleção.

Tudo bem que Rogério Lourenço não tem à sua disposição um atacante ao nível de Adriano, nem um ponta veloz como Zé Roberto, mas Petkovic ainda está no clube, e em boa fase. A defesa é praticamente a mesma. E os volantes são alvos constantes de elogios por parte de todos. Então, não fica difícil adivinhar que o problema rubro-negro é o ataque.

Ataque que não marca há 270 minutos. Ataque que perdeu Vágner Love e Adriano. Ataque que só tem em Leandro Amaral uma possível solução técnica. Ataque que não marca mais de um gol há incríveis 10 jogos. Os problemas estão no papel. E as soluções não. Rogério Lourenço precisa mudar, renovar, inventar. Alterar o esquema tático é um bom caminho para isso, e requer treinamento e confiança nos seus comandados.

O possível 4-2-3-1 de Rogério Lourenço poderia conferir liberade ofensivas para os ótimos laterais rubro-negros, e poderia ter em Willians um coringa, um volante que marcasse, cobrisse Léo Moura e ainda aparecesse no ataque de forma surpreendente. Renato Abreu seria o Elano rubro-negro.

 

 

Fato é que Rogério não teria que mudar tanta coisa assim para adaptar o Fla ao 4-2-3-1. Na defesa, nada seria mexido. A dupla de volantes, provavelmente formada por Corrêa e Willians, teria ótima marcação e excelente saída de bola. No meio, a linha de armadores poderia ser ‘torta’, como no time de Andrade campeão e no Brasil de Dunga, quando Willians e Elano faziam um meia pela direita mais recuado que o meia pela esquerda. Bem mais. No novo time de Rogério Lourenço, essa linha poderia ser invertida. Renato poderia ser o meia mais recuado, desta vez pela esquerda. Ou Kleberson, se o Urubu Rei não entrar em forma.

Vinícius Pacheco ou Marquinhos poderiam fazer a função de Robinho e Zé Roberto, mas pela direita. Ambos possuem velocidade e dribles rápidos, e funcionariam perfeitamente como pontas que voltam para fechar o meio. Marquinhos, aliás, fazia essa função no Vitória em 2008, com Vágner Mancini. E Petkovic faria a mesma função pela qual brilhou no Brasileirão passado, criando jogadas, tendo Michael, em forma, como sombra.

E chegamos ao grande ‘X’ da questão, o centroavante. As opções são 4: Val Baiano, Borja, Diego Maurício e Leandro Amaral. O mais técnico, disparado, é o atacante com passagens por Vasco e Fluminense. Mas os três primeiros têm mais características de centroavantes. No entanto, a movimentação de Leandro poderia fazer a diferença. Contudo, para isso, o novo camisa 33 teria que demonstrar forma física exuberante, o que não acontece há mais de um ano.

O 4-2-3-1 de Andrade, que tinha em Zé Roberto uma peça tática fundamental, um ponta que voltava para marcar o lateral adversário e fechar o meio. Willians era o meia mais recuado da famosa 'linha torta'.

 

A verdade é que o Flamengo precisa de, ao menos, mais um atacante técnico, rápido e de renome no mercado internacional. Deivid, atualmente no Fenerbahçe, e com passagens por Cruzeiro e Santos, é um ótimo nome. Mas enquanto as verdadeiras soluções não chegam, Leandro Amaral, repito, em forma, pode ser um excelente “tapa-buracos”. E para faze-lo funcionar mais ainda, o esquema 4-2-3-1 seria praticamente perfeito para o time.

No esquema da moda, o Fla ganharia mais velocidade, contando, até mesmo, com o apoio dos laterais, cobertos devidamente pelos volantes. Renato Abreu pode dar uma dinâmica diferencial ao meio-campo rubro-negro, repetindo a excelente dobradinha com Juan, pela esquerda, como em 2006 e 2007. Na direita, Willians e Léo Moura podem surgir como elementos surpresas, triangulando com Vinícius Pacheco ou Marquinhos. Sempre em velocidade.

Quem sabe, assim, os gols não voltam a aparecer. Não que os atacantes voltem à forma ideal. Pois, afinal, uma das virtudes do 4-2-3-1 é a variedade dos artilheiros. No esquema da moda, campeão do mundo com a Espanha este ano, não são só os atacantes que balançam as redes. Pelo contrário.

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2 Comentários

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  1. André Rocha / ago 10 2010 4:42

    Pode ser boa solução mesmo, Lucas. Mas só faço uma ressalva: Willians como segundo volante no 4-2-3-1 é temerário, pois a facilidade com que rouba as bolas é a mesma para devolvê-la ao adversário. E quanto mais próximo da meta rubro-negra, mais perigoso. Abração!

  2. Boleiragem Tática / ago 12 2010 1:50

    Concordo, André, mas o fato é que o Flamengo, no seu elenco, hoje, não tem alguém para fazer melhor. Maldonado, em forma, seria facilmente titular. Em forma…
    Abração

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