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22/07/2010 / Campo de 11

Flamengo 1 x 1 Avaí – Justiça total

No habitual 4-1-2-1-2, mas desta vez com Willians pela esquerda e Kleberson pela direita, o Fla dominou quase toda a primeira etapa

 

Nem sempre a justiça se aplica nas partidas de futebol. É comum um time, mesmo jogando menos que o adversário, sair com a vitória e, até mesmo, ser campeão. Nesta quarta, no entanto, não há outra palavra para descrever o empate entre Flamengo e Avaí senão justiça. Enquanto o Rubro-negro dominou o primeiro tempo praticamente inteiro e relaxou no segundo, o time catarinense fez o contrário. Resultado: um empate totalmente justo.

De bem com a torcida e na parte de cima da tabela, Rogério Lourenço tentou inovar, mudou seu esquema de jogo, pondo Kleberson na meia-direita, e recuando Willians, que passou a fazer um segundo volante pela esquerda, para ajudar, também na marcação a Caio. Deu certo nos primeiro quarenta e cinco minutos.

Tempo no qual o Fla dominava o Avaí completamente. As jogadas pela direita, grande arma do rubro-negro, eram constantes e perigosas. Até Antônio Lopes mostrar por que é um dos técnicos mais consagrados do futebol brasileiro. O delegado trocou Rivaldo de posição com Eltinho, que até então fazia a lateral-esquerda, mas sem oferecer qualquer poder de marcação, exatamente o que sabe bem fazer o homônimo do pentacampeão mundial em 2002.

Rogério tentou responder à altura a mudança tática de Lopes, trocando invariavelmente Kleberson e Willians de posição, puxando Pacheco pro meio, liberando os laterais….O jogo ganhou um equilíbrio maior, mesmo que as grandes chances de gol ficassem, ainda, com o time da casa.

Bastou isso, porém, para o Avaí neutralizar bastante as jogadas rubro-negras por aquele setor. Para o azar da torcida avaiana, Lopes só foi perceber isso após o gol de Diego Maurício, em linda triangulação do Flamengo. Mas quem disse que o Fla só ataca por esse lado. Com Petkovic descansado, e se mexendo, o Rubro-negro é muito perigoso. E foi. Durante quarenta e cinco minutos.

Para a surpresa dos rubro-negros, no entanto, eis que, na segunda etapa, depois das modificações feitas por Lopes, surgiu um Avaí atento, rápido e ofensivo. Juntando isso à desatenção de um time que acabara de voltar do intervalo, ficou fácil para qualquer leigo no assunto arriscar o resultado final: empate.

Ele veio com uma cobrança de falta perfeita de Gabriel, sem chances para Lomba, que, enfim, perdeu sua invencibilidade. Depois do gol, o time de Rogério Lourenço acusou o golpe, e recuou mais ainda com a entrada de Diego Camacho no lugar de Vinícius Pacheco. Petkovic, cansado e esgotado fisicamente, e Kleberson, completamente inoperante, contribuíram para a absurda queda de produção da equipe da casa.

O comandante rubro-negro ainda tentou achar em Borja um salvador da pátria, mas o atacante colombiano está longe de ser alguém do tipo. Bem longe.Pra piorar, ao invés de pôr Paulo Sério, numa tentativa da vitória num abafa qualquer, Lourenço teve que tirar Corrêa, esgotado em campo, para colocar Rômulo. De qualquer forma, apesar do ótimo primeiro tempo rubro-negro, a coragem catarinense foi suficiente para equilibrar as coisas. No final, justiça feita: 1 ponto para cada um.

 

Avaí num 4-2-2-2 bem definido, com Eltinho fazendo a meia-esquerda, mas sempre caindo pelo meio, onde jogava Davi. Marcos, volante pela direita, entrou bem no jogo e segurou mais Willians 

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