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18/07/2010 / Campo de 11

Vasco 3 x 1 Atlético-PR – A boa nova vascaína é a garotada

Com a tradicional trinca de volantes no meio e a liberdade conferida aos laterais, o 4-3-1-2 de PC Gusmão funcionou bem

Renovação. Esta é a palavra-chave para a retomada do sucesso em São Januário, enquanto os medalhões e novos reforços não têm condições de jogarem. Foi na base da juventude e da garotada da Colina que o Vasco da Gama conseguiu a sua segunda vitória no Brasileirão, sobre o Atlético Paranaense. Se nas últimas semanas, as notícias após os jogos têm sido desanimadoras, a garotada da Colina chegou para ficar e trouxe a grande boa nova do dia, na própria presença e atuação.
 
Jogar bem, no entanto, não fez parte do enredo. Mesmo que o Atlético estivesse com dois a menos desde o fim do primeiro tempo, o Gigante da Colina em nenhum momento da partida demonstrou um futebol brilhante. Mas com uma marcação correta e novos valores em campo, que ditaram o ritmo da vitória, os três pontos foram merecidos. E comemorados.

Na zaga, a jovem dupla Dedé e Titi se mostrou bem sólida, e com uma segurança muito boa. Sem errar antecipações e com velocidade, anulou Bruno Mineiro, Paulo Baier e Branquinho durante todo o primeiro tempo. No segundo, pouco apareceu no jogo, devido a total falta de ofensividade do Furacão, bastante prejudicado pela arbitragem polêmica e extremamente rigorosa, que expulsou, ainda na primeira metade da partida, Chico, de maneira injusta, e Eli Sabiá, com rigor excessivo.

Nas laterais, o jovem Fagner e o prata-da-casa Carlinhos foram ótima válvula de escape da equipe pelos lados, com boas ultrapassagens e belas chegadas à linha de funda. Carlinhos, no entanto, tem um sério defeito: o cruzamento. Mesmo assim, fez bela partida, sem se intimidar com a pressão e coisas do tipo.

Outro ponto que merece destaque na vitória vascaína é a recuperação de Rafael Carioca. Há muito tempo não se via o volante jogando como no auge de sua carreira, em 2008, pelo Grêmio, sem errar passes e saindo bem pro jogo, não esquecendo-se, jamais, da marcação. PC Gusmão também tem este poder de recuperar jogadores.

O meio-campo montado por PC Gusmão às pressas, momentos antes do jogo, quando Jefferson sentiu uma lesão e foi vetado, deu muito certo. Com a tradicional trinca vascaína de volantes integrada pelos jovens Rafael Carioca(pela esquerda), Rômulo(direita) e o experiente Nílton(centro), Fumagalli ficou na função de armação, mas sem permanecer solitário, pois Nílton e, sobretudo Rômulo, subiam freqüentemente ao ataque.

Rômulo, aliás, foi quem deu o passe para o ótimo Jonathan abrir o placar, em mais um de seus chutes de fora da área, após confundir os zagueiros com sua movimentação na frente. Os dois garotos são os grandes achados de Gusmão até agora. De ótima qualidade, já são tratados por Roberto Dinamite e Cia como verdadeiras promessas. Com razão. Pela partida que fizeram neste sábado, merecem.

Se antes do gol o Atlético já estava se complicando pela lentidão de seu meio-campo e o isolamento de Bruno Mineiro, depois, então, piorou. E a situação chegou ao fundo de poço quando Chico e Eli Sabiá foram mandados para o chuveiro mais cedo. Aí, sim, Paulo César Carpegianni se desesperou. Viu, afinal, seu time recuando cada vez mais, a passo que do outro lado um Vasco solto e dinâmico crescia

 

Com as expulsões paranaenses, o Vasco lançou-se de vez ao ataque e tornou o jogo ainda mais fácil. Carpegianni se viu obrigado a recuar seus meias e perder toda a criação e a ofensividade

Faltava, porém, ao time da casa um organizador. Um Carlos Alberto da vida. Um Felipe. Um camisa 10 de verdade, daquele tipo capaz de pegar a bola e organizar o time, criar chances, chamar a responsabilidade e partir para cima. O Atlético não reagia, sentia bastante o duro golpe da arbitragem e só esperava o Vasco, que nada fazia. Relaxado, o time da casa só foi acordar quando Nílton furou a bola e Bruno Mineiro empatou.
Na volta do intervalo, alterações. Carpegianni tirou a dupla de meio criativa e colocou o volante Vítor e o atacante Maikon Leite, ex-Santos. Enquanto isso, Gusmão trocou Nílton por Léo Gago, trocando de posição seus três volantes.

E nada mudou. A posse de bola continuava a ser do Vasco, que, sem muitas alternativas, e extremamente dependente de seus laterais e atacantes, usava e abusava de uma arma que chegou a ser fatal: o chute de longa distância. O Vasco tem ótimos chutadores. Léo Gago é um deles, desde os tempos de Avaí. Foi dele o terceiro vascaíno, na jogada da qual é especialista.

Era assim que o Vasco assustava o Atlético. Era assim que o Vasco dominava o jogo. Como fazia falta um meia mais criativo e participativao. Fumagalli não chegava aos pés dessa figura ausente desta noite de São Januário. O jogo parou. E só foi voltar a ficar melhor quando Carpegianni trocou Maikon Leite, que acabara de entrar, por Bruno Costa, zagueiro, voltando ao esquema com três zagueiros, liberando os laterais, que viraram alas.

Contudo, nem assim o Furacão cresceu na partida. De um esboço de jogada à uma boa subida do lateral Paulinho, era tudo que o time paranaense possuía. O Vasco não dava show, mas dominava o fácil duelo. Na verdade, Gusmão e seus comandados deveriam agradecer ao juiz. Com dois a menos, o Atlético foi presa fácil num jogo que serviu para mostrar ao Brasil de que o Vasco não está adormecido. E que a garotada vascaína pode, a qualquer momento, resolver fazer barulho.

 

Com o fim do jogo se aproximando, restou ao Vasco manter a posse de bola e o esquema de jogo, vitorioso, por sinal, mas sem muito trabalho diante de um prejudicado Atlético Paranaense

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